terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fang Fever



Olá queridos! Nesse post eu vou colocar as presinhas (HE HE HE) de fora e falar da atual “febre vampira”. Afinal, basta estar vivo pra ver que em todo lugar é só isso o que tem, é só isso o que se fala.

Com as sagas Twilight, The House of the Night, Vampire Diaries e True Blood vendendo nas livrarias mais que cerveja no Oktoberfest e suas adaptações pra TV e cinema, é impossível ficar alheio ao mundo dos vampiros modernos.


A fórmula do sucesso


“Os vampiros vivem na sociedade, em segredo ou não. Um deles, bom moço, não se sente confortável matando pessoas e sobrevive do sangue de animais; o bom moço se apaixona por uma mera humana (nem tão humana assim) que também se apaixona por ele independente das presinhas (em muitos casos elas até ajudam!); Os vampiros malvados querem matar a “humana nem tão humana” e querem que o bom vampiro deixe de ser frouxo e maricas, siga seus instintos e mate pessoas.”


É basicamente essa a fórmula das histórias modernas de vampiros, sem o glamour do velho mundo, e das tradicionais histórias de vampiros.

Destes citados, eu apenas não conheço a saga The House of the Night (Marcada,Traída, etc e mimimi). Quanto aos outros, vou fazer alguns comentários.



Twilight




A mais adolescente de todas. Tem alguns absurdos bem absurdos: os vampiros não saem na luz do sol porque eles – me amarrota que eu tô passada – BRILHAM!!! Mas ok.

Os livros são muito juvenis, mas legais de ler, pra descontrair. Não vão acrescentar nada de muito importante na sua vida, ou te levar a refletir sobre muita coisa, mas como eu sempre digo, qualquer leitura é boa e válida, mesmo que seja o rótulo do xampu!


Na minha opinião o primeiro filme da saga (Twilight, 2008)foi mal feito, talvez por falta de verba. O segundo filme (New Moon, 2009) foi bem feito, e ambos são muitíssimo fiéis aos livros.


Recomendo: A mulheres especialmente, nunca vi uma mulher que tivesse lido e não tivesse se apaixonado pelo vampiro Edward. Os homens deveriam ler pra aprender alguma coisa com o cara! Haha.


Não recomendo: A quem não tem paciência pra melosidade, amor excessivo e dramalhões de meninas adolescentes. E a quem gosta das histórias de vampiros old school!




Vampire Diaries







Não li os livros mas acompanhei a série, e gostei até. Vampire Diaries é o meio termo entre Twilight e True Blood, é juvenil mas não tanto quanto Twilight. A história se passa numa típica escola americana porém é mais fiel aos mitos de vampiros do que Twilight, ninguém brilha mais que a parada gay quando sai no sol!


Recomendo: A quem procura um Twilight mais pesado e um True Blood mais leve. E a quem gosta de um romancezinho não exagerado!


Não recomendo: A quem não tem saco pras séries tipicamente americanas, com a escola, o time de futebol americano, as líderes de torcida e tudo mais.


True Blood







Também não li os livros, apenas acompanhei a série de TV. De todos os comentados, True Blood é o mais fiel aos mitos de vampiro, ou seja, prata machuca, sol queima, estaca mata!!!

Tem uma abordagem muito mais adulta, com direito a muito sexo e violência (Awiii). Também usa do humor, o que falta um pouco nos outros. Resumindo, de todos os da fang fever, acho que é o melhor. Acho que a segunda temporada deixou um pouco a desejar, principalmente na questão do vilão, mas ainda assim é do carai!!


Recomendo: A quem gosta de vampiros, sexo e um pouquinho de violência.


Não recomendo: A quem acha tudo isso acima “creepy”.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Filmes - Top 5+1

Bem, vocês já sabem... Hoje é Comédia!!

1- Chaplin na jaula dos leões em "O Circo". Chaplin era um perfeccionista, essa cena que vos apresento teve de ser repetida mais de 200 vezes até que a perfeição fosse atingida. Nela, o ator/diretor/escritor/produtor/lavadeira/cozinheiro/cantor/compositor/flanelinha Charles Chaplin realmente contracena com um leão furioso, o tigre também, a expressão de terror não é uma mera atuação.


2- Woody Allen comprando revista pornô em "Bananas". A cena fala por si mesma...


3- Bigus Dikus, o amigo de César, em "Monty Python - A vida de Brian". O filme todo merece estar aqui, a trupe de comediantes ingleses em sua melhor forma acabando com a história de uma das religiões mais populares do planeta.


4- Chaplin de novo, em Tempos Modernos, uma cena na prisão, onde alguns presos esconderm cocaína no açúcar. Adoro essa cena por que ela coloca o astro no mundo das drogas, sem o drama e a violência, e faz comédia até com um tema pesado desses.


5- A Infância de Alvy Singer em Annie Hall. Adoro quase tudo nessa cena, o pequeno alvy, a casa embaixo da montanha russa, "o universo está expandindo", todos os elementos da comédia sutil e crítica de Allen. Dou de brinde aqui o monólogo d eabertura, que não é uma comédia, exatamente mas é sempre bom de se ver...


+1
No filme do Mr. Bean (o 1º), a cena onde ele detona a pintura de 50 milhões de dólares do Burt Reynolds, assisti essa cena quantas vezes se é possível e ainda rio. Adoro a comédia corporal de Rowan Atkinson, as caras e bocas de seu personagem, o pacato Mr. Bean encantaram e encantam gerações pelo mundo inteiro




segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal...

É natal, é natal...

Ok, ainda não é natal, mas é época de Natal...
Época dos consumistas e de consumir... de alegria e 13º, perai, é sinônimo...
Nesses tempos verdes e vermelhos nos lembramos do bom e velho papai noel ( pra quem acredita, claro, darrd) e queremos fazer coisas boas para ganharmos nossas bolas e bicicletas (\o/)

Em algum livro que eu li da faculdade, se eu não me engano "A Arte de Argumentar", ele argumenta (daaaard) sobre se o papai noel existisse...

Achei esse trecho na Internet, e aqui colocarei:
"
  1. Existem aproximadamente dois bilhões de crianças (pessoas com menos de 18 anos) no mundo. Porém, como Papai Noel não visita criança das religiões muçulmana, Hindu, Judaica e Budista, isso reduz o trabalho na noite de Natal para 15% do total, ou 378 milhões de pessoas (de acordo com o Bureau de Referência de população). A uma taxa média (censo) de 3,5 crianças por lar, tem-se um total de 108 milhões de lares, considerando que haja pelo menos uma criança boazinha em cada lar.
  2. Papai Noel tem cerca de 31 horas de Natal para trabalhar, graças à diferença de fuso-horário e à rotação da Terra, considerando que ele viaje de leste para oeste (o que parece lógico). Isso resultaria em 967,7 visitas por segundo e significa que, para cada casa cristã com uma criança boazinha, Papai Noel tem cerca de 1/1000 segundo para estacionar o trenó, saltar, pular na chaminé, encher as meias, distribuir os presentes restantes sob a árvore, comer algum lanche que tenha sido deixado para ele, subir de volta pela chaminé, entrar no trenó e ir até a próxima casa. Considerando que cada uma das 108 milhões de paradas esteja distribuída uniformemente pelo mundo (o que, naturalmente, sabemos ser falso, mas será aceito para fins de cálculo), estamos falando agora de aproximadamente 1,25 km por casa – uma viagem total de 121,5 milhões de km, sem contar idas ao banheiro e descansos. Isso significa que o trenó do Papai Noel move-se a uma velocidade de 1.046 km/s – 3.000 vezes a velocidade do som. Para fins de comparação, o veículo mais veloz já construído pelo homem, a sonda espacial Ulisses, move-se a acanhados 44,1 km/s, e uma rena normal pode correr a 24 km/h (no máximo).
  3. A carga útil do trenó representa um outro elemento interessante. Considerando que cada criança não receba nada mais que um Lego médio (907 g), o trenó levaria mais de 500 mil toneladas, sem contar o peso do “bom velhinho”. Em terra, uma rena normal não puxa mais que 136 kg. Mesmo admitindo que renas “voadoras” pudessem puxar dez vezes o normal, o serviço não poderia ser feito com oito ou nove delas – Papai Noel precisaria de 360.000 renas. Isso aumentaria a carga, sem contar o peso do trenó, mais 54 mil toneladas, ou aproximadamente sete vezes o peso do Queen Elizabeth (o navio, não a monarca).
  4. 500 mil toneladas viajando a 1.046 km/s criam uma enorme resistência do ar; isso aqueceria as renas da mesma maneira que uma nave espacial ao reentrar na atmosfera da Terra. O primeiro par de renas absorveria 14,3 x 1019 joules de energia por segundo. Em resumo, elas explodiriam em chamas quase que instantaneamente, explodindo as renas atrás delas e criando estrondos sônicos ensurdecedores em seu rastro. Todo o conjunto de renas seria vaporizado em 4,26 milésimos de segundo, ou quase quando Papai Noel atingisse a quinta casa em sua viagem. Porém, nada disso importa, pois o Papai Noel, com a aceleração resultante de uma parada brusca a partir de 1.046 km/s em 0,001 segundo, estaria sujeito a uma força de 17.000 x g.
  5. Um Papai Noel de 113 kg (que parece ridiculamente magro) seria imobilizado no fundo do trenó por 1.957.258 kgf, o que esmagaria instantaneamente os seus ossos e órgãos, reduzindo-o a uma bolha trêmula de meleca pegajosa cor-de-rosa.
  6. Conclusão: Se Papai Noel existiu, ele já está morto. "
Muito interessante, chorei bastante, mas, passa...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Filmes - Top 5 + 1

Olá
Hoje, é a vez das Animações:

1- Sempre tive um encanto especial pela série, 4 moleques boca suja de uma cidade do norte dos USA, sempre foi o top de linha pra mim, humor ácido, não poupa ninguém. Acompanho South Park des de quando saiu o filme (aka 1999, 10 anos atrás). O desenho não poupa, carrega no humor negro de um jeito que eu não creio existir igual (talvez It's Allways Sunny...) Com vocês, a maravilhosa canção Blame Canada. No filme, o Canadá lança um filme considerado subversivo, e a canção diz tudo. É um retrato da visão autoritária e praticamente idiótica que os pais americanos tem sobre a liberdade de expressão.

"They're not even a real country anyway" Eu ri demais.

2- A era de ouro da Disney. Dessa vez, o filme Pinnochio de 1940. A canção de abertura, When you wish upon a star. Bem, a atuação de voz é maravilhosa, a cação também. Sem mais.


3- "Bem vindo a Duloc", a canção de quando Shrek e o Burro chegam no reino do conto de fadas de Duloc. O filme Shrek pra mim é uma das melhores animações modernas, por causa do humor ácido, politicamente incorreto, particularmente, eu adoro isso, a transgressão apresentada de um jeito tão inocente me fascina.


4- Nem só de risada vive a animação, a cena inesquecível onde o pequeno Bambi (sem piadas homossexuais, pls) descobre a morte de sua mãe. Triste pra caralho, traumatizaria qualquer criança de hoje em dia.


5- Toy Story, Logo depois que o buzz tenta voar de verdade, ele cai e tem um ataque nervoso. Adoro como ele parece bêbado no desenho, mais uma vez temos elementos moralmente podres em um simples desenho de criança.



+1
(Essa vei em homenagem à Niége) Em "A Branca de Neve", logo depois que o assassino que a rainha manda pra matar a princesa falha, ela corre através da floresta, numa das cenas mais belamente executadas e assustadoras que eu já vi. Um detalhezinho: esse foi o primeiro filme de animação EVER, então, merece nosso respeito, a técnica da animção é perfeita, a movimentação da branca de neve é realista demais, os sons, tudo é perfeito.



(olhem isso... uma imagem completamente randômica e sem o menor sentido...)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Filmes - Top5 + 1

(Imagem completamente randômica e sem sentido, pra descontrair)


Férias, aah, as férias. Pra mim, isso quer dizer: tempo pra ver todo tipo de filme jogado no sofá de casa, o que não é ruim de qualquer maneira. Como eu já cansei de dar dicas e mais dicas aqui no Arena, vou fazer uma série de posts rapidinhos com as 5 melhores cenas de cada gênero (Drama, Ação, Suspense/Terror, Musical, Animação, Sci-Fi, e Tarantino), e mais uma que define o gênero em si, uma cena tão épica que todos devem ter visto.
Meu critério foi o que EU gosto ou desgosto, simples assim, vou dizer o por que de essas cenas estarem aqui, claro. Não elenquei em ordem, mas sim em que todas as cenas que eu postar merecem seu tempo.

Começando hoje com os filmes de ação.
1- Diálogo final entre Batman e o Coringa em "The Dark Knight". O diálogo entre o Morcego e seu nemesis resume tudo o que esse filme trata, a loucura do palhaço, e a fé inabalável de Bruce Wayne na humanidade. Temos aqui também aquela sensação de que um não viveria sem o outro.
"You... you just couldn't let me go"

(gente, pra ver tem que clicar na imagem de cima, desativaram a incorporação desses videos, só dá pra ver no YouTube mesmo...)



2- Cena em Oldboy, depois que Dae-Su descobre quem o vigiou durante os anos de cárcere, ele tortura o cara arrancando os dentes dele com um martelo. Mas não é dessa cena que eu to falando. É de quando ele vai embora, ele briga com toda uma gangue num corredor usando o martelo, essa cena merece ser vista por que ela não é aquela coisa hollywoodyana onde você não vê nada, tudo é bem filmado num ângulo amplo, pode-se ver a briga toda.


3- Tiroteio em "A Outra Face". A obra-prima de John Woo, nessa cena que vos apresento, o policial que se passa pelo bandido (esqueci as porras dos nomes) troca tiros com a polícia. Até aí, ok. Maaaaaaas durante a cena, ele tampa os ouvidos de seu filho, e durante a cena você só ouve a música "Somewere Over the Rainbow". Genial?


4- Jason Bourne, no primeiro filme. Logo após ter uma primeira dica sobre seu passado, Jason enfrenta um matador no que seria seu antigo apartamento. Temos uma cena violenta, onde a câmera não pára quieta e a porrada segue livre, ótima coreografia, filmagem, tudo.



5- Em "O Resgate do Soldado Ryan", a cena onde um dos soldados para pra descansar e derruba uma parede, cheia de oficiais nazistas atrás dela. Eu realmente amo a maneira como a tensão cresce, temos alemães e americanos gritando ordens e apontando as armas, levando ao tiroteio derradeiro. Gosto do humor dessa cena, a improbabilidade dos eventos...



+1:
Mais uma vez o Batman pra vocês. Aqui, a cena do interrogatório, onde o Batman questiona os meios do palhaço "why you wanna kill me?", toda a insanidade do palhaço e a violência do Morcegão fluem livres na cena. Quem viu, lembra pra sempre.


(OUTRA imagem randômica e sem sentido)

Eu rio demais da cara do japa que tá batendo hahuauhauhauha

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Coxinha Facts

humm, 1 semana sem coxinha facts, não chorem...


Não sabia o que postar até começar a ligar para a ticket master, já estou no telefone à 10 minutos e 48 segundos, prometo que este vai ser um post mega-rápido só para vocês verem como seguem nossas regras à risca, considerando que em alguma lei louca, nós, pobres humanos que não extorquimos ninguém, temos no máximo um minuto para sermos atendidos...


Enfim, como sempre quero passar um pouco de conhecimento para todos ( pelomenos os que querem aprender) gostaria de passar uma leitura muito boa para todos... se chama "Do Inferno" é do genial Alan Moore. Não tem nada a ver com o inferno em si... bom, na verdade é cheio de referências à maçonaria, crenças, deuses "pagãos", enfim, tem uma ideologia foda...

Do Inferno conta a história em quadrinhos do Jack Estripador, são quadrinhos pequenos, cheios de falas, na verdade é mais um livro, muito bem desenhado...

O único problema, são 4 grandes volumes de uns 45 mangos cada...

Este é o primeiro dos 4 volumes...
Tem também um filme com o Jhonny Deep... nunca assisti...

Anywho, depois de árduoes 19 minutos no telefone não resolvi nada e to ligando pro procom, mas no procom já são mais 10...


Se for verdade que ondãs dão câncer, já vou dando adeus...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Filmes - Especial

Bem, acaba 2009, mais um ano fica pra trás, amores perdidos, amores encontrados, amizades feitas, coisas vêm e vão, mas os filmes sempre vão estar lá, o entretenimento puro e simples, 2h de imagens se movendo nunca fizeram tanto sentido... 2010 se aproxima, companheiros, achei válido postar 9 filmes que você deve ver em 2010, e mais uma menção honrosa (que estréia em 2010...), em rapidinhas, com o trailer de cada estréia por vir.
Divirtam-se:

1- Shutter Island (19 Fev.)
A 4ª parceria de Martin Scorscese e Leo DiCaprio, onde o loirinho faz um agente federal que investiga o sumiço de uma mulher numa ilha-manicômio, e começa a questionar as autoridades e a própria sanidade.



2- A Couple of Dicks (26 Fev.)
Dirigido por Kevin Smith (o rei dos nerds), estrelando Bruce Willis e Tracy Morgan, trama clássica, comédia sobre uma dupla de policiais buscado um card de baseball roubado.


3- Kick Ass (16 Abr.)
Baseado na obra de Mark Millar, sobre um garoto 100% normal que quer combater o crime com as próprias mãos. Diversão garantida pra quem gosta de HQ's, com Nicklolas Cage.


4- Homem de Ferro 2 (30 Abr.)
A continuação do hit de super-herói de 2008 conta com as adições de Scarlett Johanson e Mickey Rourke (como a Viúva Negra e o vilão Whiplash). Sob a batuta de John Fravreau, mais dinheiro = mais explosões e ass kicking. Obrigatório.


5- Robin Hood (14 Maio)
Ridley Scott dirige o eterno Gladiador Russel Crowe num épico sobre o mito de Robin Hood, o herói que tirava dos ricos e dava para os pobres. Um clássico, espere grandes cenas de luta e violência, muita violência.


6- The Expendables (20 Ago.)
O esperado filme do Stallone conta com um elenco de peso, Jason Stathan, Scharzenegger, Bruce Willis, Micke Rourke, Alice Braga, Jet Li e Dolph Lurdgen, praticamente todos os bíceps disponíveis em Hollywood. Espere por uma selvageria terrivelmente divertida.


7- Green Hornet (22 Dez.)
Seth Rogen ganha o respeito dos veteranos com a adaptação de um seriado antiquíssimo sobre um combatente do crime. Rogen escreve também.


8- Hereafter (Dez.)
Direção de Clint Eastwood, estrelando Matt Damon, em um thriller sobrenatural (novidade pra Clint) onde Damon faz um médium que conversa com os mortos.


9- Four Lions (Dez.)
Direção e roteiro de Chris Morris. Sobre quatro muçulmanos vivendo no Reino Unido, a trama ainda não é definida, mas é uma sátira sobre o terrorismo mundial.


MENÇÃO HONROSA:
TOY STORY 3
Depois de alguns anos, a Pixar revive a série que a levou ao topo. Agora o menino Andy vai para a faculdade, agora "filmado" em 3D. É um filme infantil, mas vou gastar parte do meu suado salário em honra a Woody e Buzz Lightyear.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Filme da Semana

(e achavam que eu tinha desistido hehehe)
Se7en (1995)
Bradd Pitt (Det. Mills), Morgan Freeman (det. Somerset), Gwylneth Paltrow (Tracy Mills) e Kevin Spacey (John Doe).



Temos aqui hoje um dos filmes que sempre terá um espaço no meu coração, Se7en, de David Fincher (Clube da Luta, Zodíaco, Benjamin Button), o melhor thriller policial já feito, marcou, pra mim, o fim do gênero com grande estilo (uns poucos se salvam hoje em dia, mas o gênero está consideravelmente mortinho da silva).

O início do filme não podia ser mais clichè, policial novato (Pitt) chega na cidade e é acolhido pelo policial antigo, durão, "by the book", aquela coisa de sempre. Mas, o que faz esse filme tão fodão, tão memorável, uma obra-prima do gênero? Seja pela trama muito inteligente, as boas cenas de ação, a direção impecável ou as atuações dignas de um Oscar (e um quadro na minha parede), é todo esse conjunto de fatores que faz de Se7en um marco dos filmes policiais.



O filme combina com maestria uma história extremamente cerebral, cenas que chocariam a pobre existência de qualquer mortal, uma fotografia escura, perturbada, tudo isso num roteiro bem amarrado, com atuações ótimas e um bom desenvolvimento. O diretor David Fincher, conhecido por explorar os cantos escuros da mente humana (vide Clube da luta), escolheu bem ao contar a história de um serial killer inspirado pela obra imortal de Dante Alighieri, a Divina Comédia, onde cada crime que comete é baseado em um dos 7 pecados mortais. A intenção do assassino é dar uma boa lição na humanidade, sobre a podreira que é o ser humano. A trama, que começa como um jogo regular de gato-e-rato logo toma proporções míticas, onde o Bem e o Mal tomam o espaço central. Na trama, o espectador é constantemente deixado pra trás, toda a trama é vista pelo lado dos protagonistas, nada é descoberto pelo espectador sem que os personagens principais também saibam, esse é um artifício pouco usado até então.



Após o poético final (que eu não vou contar aqui, seus putos), o espectador é levado a questionar se existe alguém realmente sem pecado, se a moral que seguimos hoje em dia é uma coisa sólida, se o pecado não é uma parte de qualquer ser humano.
O filme é recheado de clichès de filmes de policial, mas todo o conjunto de fatores que eu já citei faz com que essas partes tão previsíveis se tornem cenas deliciosas de assistir.

Curiosidades:
-Todos os nºs de prédios começam com 7
-A cena final foi filmada às 7pm
-Antes da última cena, Spacey não queria raspar a cabeça, então o diretor disse: se vc raspar, eu raspo. Rasparam a cabeça.
-Curiosamente, Brad Pitt ganhou 7 milhões para o papel
-Morgan Freeman não
-Um pouco antes do final, a face de Mills (Brad Pitt) aparece num flash, técnica que Fincher usou muito em Fight Club.
-Essa é a 7ª curiosidade.

Resumo: Filme com proporções bíblicas, sobre a eterna luta do bem contra o mal, com cenas que fariam minha vózinha botar o jantar pra fora.
Recomendo: Pra quem gosta de Thrillers Policiais
Não Recomendo: Para idiotas.
Assista também: Psicopata Americano, Kill Bill, Sin City

Depois de cada post, decidi colocar o trailer dos filmes:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Livro da Semana: O Chamado de Cthulhu e Outros Contos

Porque quarta é dia de feira no extra, futebol e terrores inomináveis que podem, neste exato momento, estar deslizando e arrastando-se pelo fundo viscoso do oceano!!!


Vamos lá falar novamente sobre a obra do gênio H.P. Lovecraft. Já falei sobre ele, e sobre o adorável Cthulhu no meu primeiro post "Literatura na Música".

Este livro da editora Hedra traz 7 contos de Lovecraft, todos de terror (dã!), entre eles o original “O Chamado de Cthulhu”. Mas vou falar mais sobre os outros, afinal, já falam o bastante de Cthulhu. (A que vos fala incluída!).







Todos os contos tem uma riqueza imensurável de detalhes, te colocam nas cenas, despertam o medo e principalmente a curiosidade. É impossível ler e não levantar perguntas ou se envolver na atmosfera de terror e suspense.


Considero H.P. Lovecraft um gênio e também um maluco. Gênio porque, para mim, o terror é universal. Um romance ou uma comédia podem não causar sentimento nenhum, já o terror quase sempre o faz. Pode nem sempre meter medo ou aterrorizar, mas algum sentimento ele vai causar, seja ele nojo, raiva, ou desconforto.

Para uma obra ser considerada arte na atualidade, ela tem que obrigatoriamente despertar algum sentimento em quem a vê, independente de ser bela ou grotesca. E é assim que eu vejo a obra de Lovecraft, pode não ser bela, mas desperta algum sentimento, não importa qual seja. E não há ninguém que escreva terror como H.P. Lovecraft, por isso o considero um gênio. Maluco? Porque ele criou coisas doidas e inexplicáveis, mas ainda assim, geniais! E porque explora o medo que há no desconhecido, em alguns momentos não fica claro quem ou o que é o vilão, mas ainda assim, é aterrorizante.


Nesse livro de contos, eu dou destaque aos contos “Dagon”, “O modelo de Pickman” e “O que a Lua traz consigo”. Este ultimo prova tudo o que disse, tem apenas 2 páginas e meia, que são suficientes pra dar medo ou causar pelo menos um leve desconforto.


Entretanto, apesar de toda a genialidade, o livro deixa a desejar nos diálagos (não os tem), o que deixa algumas partes meio monótonas. E não é muito fácil de ler, os contos são meio “pesados”, não só pela temática. Mas ainda assim, valem muito a pena.


E pra finalizar, convido aos que já conhecem o mito ou os contos sobre o Cthulhu a lerem também os outros, que são tão bons quanto ou até melhores que ele!


Recomendo: A quem gosta de histórias de terror; a quem gosta de Stephen King, que era fã de Lovecraft; a quem gosta de umas histórias um pouco mais complexas do que o tradicional lengalenga de final feliz.


Não recomendo: A quem gosta de romances, finais obrigatoriamente felizes e histórias com muita ação. E aos que se chocam facilmente com imagens grotescas!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Esse mundo lokis de hoje em dia...

O mundo não é o mesmo desde que o mundo era mundo...

Bom, comecei ontem a ler o livro Cultura, um conceito antropológico e terminei ontem mesmo (porque tinha um trabalho, mas não vem ao caso) pelo tema, creio que o estudar a nossa cultura, como, quando e o poruq ela surgiu é muito importante...

O tema central é o etnocentrismo, mas ele puxa bastante para a cultura, como ela começou e como ela está hoje... Um link muito importante que ele faz com isso e com meu tema central éque antigamente, a diversão dos nossos pais era sair às 20 horas, de camisa, gravata, terno azul e calças boca de sino. A diversão nessa época era dançar, e pedir para a moça " o prazer desta dança"...

E qual a diversão de hoje? Sair beber, muito, ficar lokis, e "pegar" a primeira que olhar para você na balada...

Ai, quando eu terminei o livro eu analisei isso, e vi a mudança MONSTRUOSA, que no livro ele cita como uma pequena mudança que acontece a cada um quarto de século...

Hoje em dia vimos isso como normal, e nossos pais como atrasados, e nossos pais veêm agente como diferentes, ou citam "no meu tempo isso seria errado"... se hoje em dia a putaria rola solta (não só a putaria, mas entre tudo, a putaria) o que será que nossos vão poder fazer que não fariam no nosso tempo? (=O)

Medo...

Séries: Dexter

dexter theme .mp3


Found at bee mp3 search engine
Durante o post, ouça a música-tema da série!!! Dá o play ae vagabooondo...



É, faz tempo que eu não falo de séries, achei válido ressucitar a seção...

Ah... Mais uma série policial? Essa foi a pergunta que me assolou a primeira vez que ouvi falar sobre Dexter, vi que a maioria da trama se desenrolava no Miami Metro, com detetives, longas investigações e um serial killer. Bem, eu não estava de todo errado, mas eu com certeza fui surpreendido pela história desse carismático criminoso.



Primeiramente, quero dizer que Dexter não é uma série policial comum, pros que nunca ouviram falar, vou contar a trama de um jeito simples: Dexter Morgan tem uma namorada, que tem filhos, uma irmã carrancuda, um bom trabalho na polícia de Miami, um apartamento adorável. Mas, Morgan tem um impulso por matar pessoas. A trama se desenrola, primeiramente, sobre o fato de que o amado Dexter só mata criminosos que a polícia nunca conseguiu pegar, ele tem um tipo de Código de conduta, ditado pelo seu falecido pai, que era policial. E é graças a esse código que Dexter nunca foi pego por nenhum de seus assassinatos.



Baseada na cultuada obra de Jeff Lindsay, a série explora os cantos obscuros da psique humana, o conceito de trauma é elevado à maior importância quando descobrimos os por ques de Dexter ter esse "Dark Passenger", quando vamos recebendo detalhes de seu passado, de sua formação, sua vida após ser adotado pelo policial Harry Morgan, receber uma irmã, uma nova família. Cada episódio é elevado a um estado de arte enquanto vemos Dexter ter que fingir cada sentimento, cada emoção que ele realmente nunca sentiu, vemos como é a sensação de caçar um ser humano, a tensão é presente em cada cena.

O roteiro é um dos mais bem escritos da atualidade (na minha opinião, o melhor des de Sopranos), cada episódio mostra um dos aspectos da vida social do serial killer, onde tentamos compreender o principal, que Dexter nunca sente qualquer coisa, só a exitação de matar, ele não ama, ele não sente amizade, só aquele pulso animal por matar o próximo, misturado com um senso distorcido de Justiça, o espectador aprende a adorar esse personagem. Além da enxurrada de ótimos personagens, como pervertido Masuka, Rita, a namorada de Dexter e seus filhos Astor e Cody, Paul Bennet, o ex marido de Rita, todos esses personagens adquirem uma profundidade incrível ao descorrer das temporadas, cada um com tramas próprias, tudo tão bem desenvolvido.



O line-up da série é simplesmente sensacional, Jennifer Carpenter, d'O Exorcismo de Emily Rose arrebenta no papel da boca suja Debra Morgan, mas o papel realmente fodasticamente interpretado é o proncipal, Michael C Hall está em sua melhor forma ao dar ao serial killer mais amado da TV uma atuação digna dos Emmys que ele ganhou (acho que atualmente só o Bryan Carson, de Braking Bad se equipara...). Também os coadjuvantes são ótimos, destaque para Maria LaGuerta, que começa bem chatinha, mas se desenvolve muito bem, e para o Sg. Doakes, que nos faz ter raiva do único personagem que sacou a psique de Dexter. A 4ª temporada teve um reforço de peso, John Lithgow (O Dossiê Pelicano, várias dublagens, Footloose), um veterano que faz um matador que atua por 30 anos sem ser pego, sempre fazendo 3 vítimas por cidade que visita.



Santo ou demônio?
Dexter representa o conflito dentro de cada um de nós, a vontade primal de mandar tudo à merda e esquartejar o primeiro que a gente cruzar, representa também a importância de se viver em sociedade, aquele que está sozinho está fadado a perder tudo, a real importância de sermos seres sociais, não é apenas a máscara que usamos, a vida em sociedade nos torna quem somos, pessoas boas ou ruins. Além disso, sempre uma questão muito interessante é posta: o fato de matar somente criminosos faz o carrasco mais criminoso ou salvador? É algo a se pensar...

Atualmente, o seriado está em sua 4ª temporada, que continua renovando o fôlego a cada episódio, mesmo após uma 3ª temporada morosa, os índices de audiência estão maiores a cada episódio.


Resumo: Todos nós temos um Dark passenger
Recomendo: Pra quem gosta de assuntos psicológicos
Não Recomendo: Pra quem acha que TV é pra comédias românticas
Assista também: Death Note, O Gato de 9 Caudas, A Cauda do escorpião.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Livro da Semana: Depois do Funeral

Ahá. Voltei das minhas férias não avisadas!

Então vamos lá, hoje começa a sessão “Livro da Semana”. Porque quarta é dia de feira no extra, futebol e cultura! ;D

Pra começar eu escolhi o livro “Depois do Funeral” da Agatha Christie, porque terminei de ler recentemente e porque tenho um história peculiar com ele.

Sobre a autora:
Agatha Christie foi uma escritora britânica, famosa por seus romances policiais. É autora de 80 livros, e depois da Bíblia e de Shakespeare, suas obras são as mais traduzidas no mundo. É conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, entre outros adoráveis apelidos. Criou personagens famosos com: Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne.


Depois do Funeral





A família do rico patriarca Richard Abernethie está reunida após seu funeral (dããã!!), na leitura do testamento (no qual todos se beneficiam), quando sua irmã, Cora, que sempre teve por hábito fazer comentários impertinentes, insinua que Richard foi assassinado.

No dia seguinte, ela mesma é brutalmente assassinada na sua casa. Assim, dando a entender que Richard fora realmente assassinado e que o assassino tenha se sentido ameaçado pelo comentário de Cora.

O advogado da família Abernethie, Dr. Entwhistle, fica perturbado e não acredita que as duas mortes sejam apenas coincidência e decide investigar o caso. Para isso, pede auxilio a seu amigo Hercule Poirot e levantam as questões: Richard foi mesmo assassinado? Cora sabia algo sobre este fato? Quem pode dar informações sobre o assunto, agora que Cora está morta? Quem pode ter assassinado Cora, visto que nenhum dos parentes pode apresentar um álibi inquestionável?



O livro é pequeno, fácil de ler e te prende do começo ao fim. É bem divido entre narração e diálogos, ou seja, tem ação mas deixa tudo muito bem explicado. Não é linear, mas é fácil de entender.
Lendo eu achei três possíveis assassinos! Hahaha E nenhum deles era o certo, mas ok! ¬¬


Recomendo: A quem gosta de romances policiais, suspense, etc. É muito bom!
Não recomendo: A quem se atrapalha com história não-lineares!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Coxinha Facts

Bom, ontem na madrugada re-li a "Invasão Secreta" que btw (Bai D Uei) ta muito arrebentando nas propagandas
(http://www.blogdohiroshi.com/wp-content/uploads/2008/09/embrace-change.jpghttp://www.blogdohiroshi.com/wp-content/uploads/2008/09/embrace_change-552x345.jpg)

E me deu vontade de ler a crise final... o que me lembra que eu tenho q ir na banca... Enfim, o que me lembra também da Equação da Anti-vida...
A equação da Anti-vida me lembra a equação que eu criei à alguns anos atrás...
Murphy provavelmente nao tinha dedinho para nao ter escrito uma lei ( inútil ) dessas...
Oras, todos já passamos por uma situação dessas, acabou de sair do banho, se enrola na toalha, vai pegar o chinelo que esqueceu no correrdor, e no meio do caminho tem uma cama...
Bate na cama, se joga nela, agarra o dedo do pé, ve se quebrou e chinga TUDO, até a cama, tadinha, lembre-se que você que colocou ela lá...
Se não é uma cama, é um pézinho da estante, ou o pé de alguem... Eu que sou destrambelhado bato meu pé em algo umas 2 vezes por mês, ainda bem que só uma por ano é o dedinho!
Meu ponto nisso tudo? Nenhum, só pra abrir a nova série de posts "COXINHA FACTS!"

OBS: Por favor, não caiam na cama me xingando quando você bater o seu dedo...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Filme da Semana

TRÊS HOMENS EM CONFLITO (The good, the bad and the ugly -1966)
Clint Eastwood (Blondie), Lee Van Cleef (Angel eyes) e Elli Walach (Tuco, the rat).



Novamente, indo no embalo do post anterior, um western, que na minha opinião é o melhor do gênero. Dirigido pelo italianíssimo Sergio Leone em 1966, o filme é a 3ª parte da não-tão-conhecida "Trilogia dos dólares", que são 3 westerns (dã), o 1º é "Por um punhado de dólares", o 2º é "Por uns dólares a mais" e o 3º é o filme do post, nenhum deles tem algo em comum, exceto pelo cenário e o grande Clint Eastwood no papel principal, interpretando sempre o mesmo personagem, o Estranho Sem Nome (vou falar mais dele depois).
A trama se passa durante a guerra civil americana, cidades arrasadas, tiros de canhão, prisões, generais e tropas são figuras constantes no cenário do filme (mas nunca deixando que o filme seja sobre a guerra em si) - um comentário interessante: "Such a waste of good men", na cena da ponte. Então, temos os personagens principais do filme: Angel eyes (Van Cleef), um mercenário que busca uma quantia enorme de ouro que foi roubada do exército, que é o "Bad" do título original; Tuco, um fora-da-lei perseguido constantemente por caçadores de recompensa, um cara que não vale nada, recebe o apelido de "rato", é o "Ugly" do título; e temos o "Good", Clint Eastwood, que é um exímio atirador, que tem um tipod e acordo com Tuco: ele o entrega para a polícia, recebe a recompensa e quando ele é enforcado, atira na corda e os dois fogem.



As três histórias se cruzam quando o homem que sabia onde estava o ouro revela que está numa cova, num cemitério, diz o nome do cemitério a Tuco e o nome da lápide a Blondie (Clint). Angel Eyes estava perseguindo esse homem, e descobre o nome do cemitério, então, o personagem de Eastwood fica intocável durante o filme, enquanto os outros dois lutam pela lealdade e pela metade do segredo que ele guarda, é um jogo de gato e rato que eu acho genial. Temos cenas no deserto, tiroteios, cavalgadas, mais tiroteios, vinganças e todas as características de um bom western (só faltaram os índios...).



A música é um dos fatores que mais alavancaram esse filme na época, as composições de Ennio Morricone são simplesmente épicas, bem colocadas e memoráveis, várias bandas de rock, cantores de rap, e pops já fizeram homenagens ao compositor em várias ocasiões.



O trabalho de filmagem também é incrível, seja em takes amplos no deserto, ou as cenas claustrofóbicas de lutas no meio de uma cidade devastada pela guerra, Leone fez um ótimo trabalho, uma das cenas que me chamou a atenção é uma de tortura, ele consegue captar a brutalidade do momento, Leone era um diretor perfeccionista, e nós vemos a diferença em seus filmes, nenhum detalhe escapa, a recriação do país devastado pela guerra, e principalmente das pessoas arrasadas por ela, tudo isso é muito perfeito e bem mostrado na obra-prima do diretor. Não existe uma cena parada, o diretor consegue aplicar uma tensão tão grande em cada cena, que, mesmo vendo o filme várias e várias vezes, ainda fico tenso assistindo (quem já viu sabe o que eu falo).



Os atores principais dão um show à parte, fica evidente na cena de apresentação de cada um deles, o olhar extremamente vil e a fala de Van Cleef "When I'm payed, i allways get the job through" enquanto assassina seu antigo patrão e é taxado de "The Bad", em letras vermelhas na tela, a fuga desesperada de Tuco, após atirar em 3 caçadores, carregando consigo sua garrafa de pinga e alguma comida, enquanto o escrito vermelho enche a tela: "The Ugly", e é claro, a juventude a a boa aparência do "The Good". Durante o filme, é natural que nós nos apeguemos ao personagem de Tuco, que é tão mesquinho, vil, lembro de como ele odeia seu "companheiro", mas, logo após tentar matá-lo, vira seu melhor amigomas nós temos uma grande simpatia, a cena que ele entra na banheira e aproveita o banho é simplesmente hilária. No filme, o diretor tentou captar as principais características do ser humano, a bondade, a maldade e o meio-termo, esses três personagens representam os desejos sempre conflitantes da humanidade.



Curiosidades:
-Em 1862, uma libra de ouro valia o equivalente a US$20.672, em 2009, uma libra de ouro vale US$821.77. Então, os US$200.000 que os personagens buscam valem aproximadamente 7.950.000,15 dólares em valores atuais.
-No filme, os três personagens principais realmente falavam inglês, todos os outros falavam suas línguas nativas, Italiano, Espanhol. Mais tarde, todos foram dublados para o inglês.
-Durante a cena onde Tuco corre no cemitério, um cão é visto correndo junto. Foi uma idéia do diretor, senão a cena ia ficar melodramática, ele liberou o cachorro sem avisar o ator, então o olhar de surpresa no momento é genuíno.
-Clint Eastwood usou o poncho nos três filmes da trilogia, sem lavar ou trocar.
-O Cemitério não foi desmontado após as filmagens, virou um ponto turístico muito popular.
-A cena do duelo final foi "copiada" em Cães de Aluguel e Pulp Fiction.

Resumo: Filme sobre três foras-da-lei atrás de uma montanha de dinheiro
Recomendo: Pra quem gosta de westerns e filmes de ação
Não recomendo: Pra quem não gosta de filmes muito longos (são 2:50 de filme)
Assista também: Os Imperdoáveis (que é uma continuação, conta a velhice do Estranho Sem Nome), O Tesouro de Sierra Madre, Por uns dólares a mais, Por um punhado de dólares.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Filme da Semana

BASTARDOS INGLÓRIOS (2009)
Bradd Pitt (Aldo Raine), Cristoph Waltz (Hans Landa), Eli Roth (Donny Donowitz), Daniel Brühl (Frederick Zoller), Diane Kruger (Bridget Von Himmesmark)


Indo no embalo do post da semana passada, mais um Tarantino pro (raro) pessoal que lê o blog. Quero ressaltar nesse post toda a genialidade do (provável) melhor diretor de cinema da nossa geração, Quentin Tarantino, que, aos 22 anos mostrou talento com seu primeiro roteiro. Foi em 1992 que lançou seu primeiro filme, Cães de Aluguel, seguido por Pulp Fiction em 1994, o diretor já mostrava que tinha o dom. Em Jackie Brown, mostrou que sabe pegar um livro e transformar num bom filme, em Kill Bill mostrou que soube respeitar quem lhe inspirou (filmes de kung-fu e vendettas italianas), em Death Proof mostrou que sabe fazer homenagens e em seu último filme, mostrou que é o melhor no que faz.



Contando em capítulos uma história ambientada na França ocupada pelo exército Nazista na segunda guerra mundial, a trama, muito bem montada é focada em várias histórias e personagens, como um grupo de soldados judeus que tem por finalidade exterminar e marcar o maior número possível de nazistas de modo cruel, para espalhar o medo entre eles. Ou mostrar como uma jovem, que testemunhou a execução de toda a sua família, montou seu plano de vingança. Tarantino faz um ótimo uso de flashbacks durante a história, reforçando o caráter traumatizado de alguns personagens (Shoshanna) ou a natureza psicopática de alguns outros (Hugo Stiglitz). Apesar de ser um filme sobre a segunda grande guerra, o filme é um spaguetti western de primeira, reparem no começo "Once upon a time in a nazi-occupied France", as músicas e as motivações de cada personagem.



Tarantino teve à sua disposição algumas das melhores atuações da nossa época, Bradd Pitt mostrou que não é só mais um galã fazendo besteiras em Hollywood interpretanto o carismático Aldo Raine, com seu sotaque carregadíssimo ("Arrivedeci") ou as crueldades de seu personagem, Cristoph Waltz rouba a cena como o "Caçador de Judeus", sádico e em alguns momentos engraçadíssimo (That's a bingo!), até o novato BJ Novak teve seus momentos.



Como todos sabem, Tarantino marca seus filmes com seus diálogos cheios de sarcasmo (e também a cultura pop dos anos 30/40) e, é claro, as cenas de tensão e violência quase extremos. Me marcaram o take em que Hans Landa interroga um fazendeiro procurando judeus em sua casa, onde a jovem Soshanna testemunha o massacre de sua família, e as cenas em que os Bastardos tiram os escalpos dos soldados nazistas (reforçando a natureza western do filme) ou marcam uma suástica na testa dos que saem com vida.



Depois de assistir o filme, ficou uma impressão, uma mensagem, Tarantino filmou a segunda guerra de uma maneira nunca antes vista, e aproveitou pra dizer "Pro inferno com a história, eu quero é diversão!". Alguns fatos históricos ali realmente existem, mas a maioria é invenção do diretor, se você quiser uma aula de história, liga o History Channel e não venha falar mal do cara.



Curiosidades:
-O ator Adam Sandler foi cogitado para o papel de Donny Donowitz. Recusou por causa de outro projeto (que está estreando no BRA), Funny People
-Donny Donowitz faz parte do universo Tarantino. Em True Romance, o produtor de Hollywood que vai comprar a coca se chama Lee Donowitz (e faz filmes de guerra)
-Bradd Pitt já trabalhou com Tarantino em um filme. Respondam nos comentários.
-O filme da première alemã, "Nation's Pride", que tem algumas cenas mostradas, foi dirigido por Eli Roth
-Apesar de não estar nos créditos, Tarantino usou algumas canções do grande compositor western Enrico Morricone (escreveu "exstasy of gold"). As canções eram de outros filmes.
-Eli Roth e Omar Doom quase foram incinerados no take do incêndio, a estrutura começou a cair, por que o incêncio estava fora de controle, a temp. chegou a 1.200 graus. Bombeiros disseram que em mais 15 segundos de filmagens, a estrutura de aço cairia em cima dos atores.
-O primeiro soldado a ser escalpado é um boneco igual ao Tarantino.



Resumo: Filme sobre a vingança e a WWII.
Recomendo: A quem gosta de filmes, em geral, as referências são inteligentíssimas.
Não recomendo: A quem não gosta de violência ou guerra.
Assista Também: Operação Valquíria, O resgate do Soldado Ryan, toda a obra de Tarantino e
Quel Maledetto Treno Blindato (o filme que deu origem).