quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Batman - Arkhan Asylum

Bom, vou falar primeiro do jogo para depois voltar às origens (que não são tão origens assim).
Batman Arkhan Asylum é um jogo do batman (dard). Mas o importante é que até quem não gosta de jogos de heróis gostou desse jogo. Em qualquer review que você ver por ai, o jogo recebeu notas no mínimo maiores que 9.


Dá para perceber o porque nessa imagem. Um dos pontos altos do jogo é o gráfico, que beira a perfeição... as animações sao no mesmo estilo do game, só pra ter uma noção do gráfico.
Jogando como o maior detetive do mundo, e com suas bugigangas, claro, você vai ter q desvendar as charadas do... Charada... e para isso você tem a Visão Detetive, que possibilita ver todos os dutos, grapple places, b atimentos cardiacos das vítimas, enfim, nao perde um fio de cabelo no chão...
Onde encontrar os vilões mais "bad ass" de Gotham? no Asilo Arkham... então onde começar um pandemônio para a cidade? Oras, um plano relativamente simples do Coringa, que cabe ao nosso morcego favorito botar um ponto final.
Dentre os vilões estão o Coringa, a Harley Quinn, Killer Croc (ou Crocodilo), o zsasz (o cara todo retalhado),a Ivy (ou Era Venenosa), Bane, claro, e seria impossível nao citar as batalhas alucin(ógenas)antes com o Espantalho...
O tão aclamado pelo Chandler, cinto de utilidades do Batman contém algumas bugigangas muitíssimo úteis ao decorrer do jogo... entre elas estão a classica batarangue, o grapple, o Explosivo, o Bathook e o Decodificador. Enquando você joga e bate em alguns loucos, (outro ponto algo do game, a jogabilidade) você ganha experiência, para fazer upgrades e ficar mais fodão do que você ja é... por exemplo atirar três batarangas ao invés de uma.
Enfim, um jogo que realmente me surpreendeu bastante, não esperava tanto desse jogo, considerando outros Fails de heróis nos games... Mas agora, vou dizer sobre o Batman Asilo Arkham, ou Arkham Asylum...
Há, dessa vez vou falar do HQ na verdade, e não tudo de novo. Este Graphic Novel foi escrito no final dos anos 80, 1989 para ser mais exato, pelo Genial e agora pop, Grant Morrison.


(ampliem a imagem, a arte é fodástica)


Uma das coisas que mais me surpreende nesse HQ é o fato de em plenos anos 90, quase na era de prata dos quadrinhos, isso quer dizer, quando todos queriam mostrar o quão fortes, fodões, espertos são os seu heróis, Morrison mostra o lado humano do Bat. Mostra que ele pode se ferir, e também beirando a loucura no manicômio.
A arte também chama atenção, muito confusa, mas detalhada, mais ou menos como se fosse tão louco quanto os pacientes.
A história é parecida com o jogo... mas ainda assim é muito diferente... terão que ler/jogar para saber porque, pois eu nao conto spoilers. Mas o nosso Detetive deve enfrentar alguns dos seus piores vilões para fazer o jogo do Coringa que ficou mais louco que ele ja era.
Enjoy!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

LIVRO DO MÊS

NOVA SEÇÃO
AeeEEeeeeEeeE

Livro do Mês: 1984



certamente uma das obras mais influentes do século 20, ainda que fonte de inspiração para muitas outras obras mais conhecidas (V de Vingança, p.ex.), a obra prima de George Orwell é leitura obrigatória para todos.

A História
A história se passa numa Inglaterra imaginada por Orwell, por volta do ano de 1984 (ninguém sabe com exatidão as datas), a Inglaterra denomina-se "pista de pouso nº1" e faz parte de um dos 3 superestados do mundo, a Oceania (os outros são a Lestásia e a Eurásia). A Oceania vive sob tutela d'O Partido, o Ingsoc, que significa Socialismo Inglês na língua criada pelo Estado, a Novilíngua (falarei mais sobre ela).

O livro conta a história de Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, que se incumbe de modificar as histórias e documentos do passado, como manchetes de jornal, fotos, criar uma nova verdade, a fim de aumentar a credibilidade e a força do Partido. Fazem parte desse Estado 4 Ministérios, o Min. da Verdade (que transforma as notícias, o órgão midiático do governo), o Min. do Amor (que cuida das torturas e lavagem cerebras dos ideiacriminosos), o Min. da Paz (que cuida da Guerra) e o Min. da Fartura (que cuida das finanças e distribuição de rações). O nome dos ministérios não é ironia, já explico.

Os problemas começam quando Winston começa a questionar as maneiras de controle do partido, sejam as Teletelas, que vigiam o interior das casas, as ruas, tudo é visto pelas teletelas (daí veio o nome do Big Brother), ou pela Polícia do Pensamento (que patrulha a crimidéia, o pior crime de todos), que mantém o controle total da vida social, Winston começa a questionar da veracidade do Grande Irmão, o líder máximo do partido, que aparece nas Teletelas, nunca em público. Winston começa a contrariar as ordens do partido, inicia a sua ida sem volta à crimidéia quando compra um caderno para fazer um diário, segundo ele, já estava morto no momento em que escreveu "Abaixo o Grande Irmão" no caderno. O mais eu conto, menos vocês lerão.

Contexto
O aspecto que mais me interessou no livro, além da ótima trama, é o contexto da sociedade na época, as maneiras como o Insoc influencia a vida social comum, sufocando a liberdade individual.
Por Exemplo, na Oceania, as crianças tem um grupo de escoteiros, são os espiões, onde as crianças são incitadas a relatarem seus pais, possíveis idealistas, à Polícia do Pensamento, o fanatismo das pessoas é tanto que os pais que são relatados ficam orgulhosos; algo tão banal como comprar uma gilete, ficar apaixonado ou até chegar atrasado adquirem status de crime. Além do controle da mídia, o Ingsoc controla o pensamento, num sistema perfeito que controla o pensamento e a linguagem.



Novilíngua e o Duplipensar.
A principal crítica de Orwell, e o ponto mais inteligente de seu livro é o modo como o pensamento pode ser controlado através da linguagem. No livro, está sendo introduzida uma nova língua, a Novilíngua, que, quando completa, impossibilitaria a expressão de qualquer idéia considerada subversiva. Por exemplo, um colega de Winston é especialista, e diz que a Novilíngua é a única língua que diminui, a abolição quase total de adjetivos (ex. o Maravilhoso vira Dupliplusbom) e no futuro, até a palavra Liberdade será inutilizada.
Outro mecanismo igualmente genioso é o duplipensar, que consiste em contar uma mentira, e acreditar nela. Como? No duplipensar, ouve-se a nova mentira, que nós sabemos que é mentira, mas, ao mesmo tempo, nos decidimos que essa mentira contada é a verdade, e sempre foi a verdade, esquecendo até da manipulação, até para usar a palavra duplipensar é necessário duplipensar (A Oceania está em guerra com a Lestásia, então, sempre esteve em guerra com a Lestásia).
E assim, usando o duplipensar como mecanismo alienante e a Novilíngua para prevenir a crimidéia, tem-se um Estado Totalitário perfeito, onde ninguém se rebelaria.
Para traduzir esses mecanismo, fica o lema do partido
"GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA"



Por que ler?
Além de ter sido conluída em 1948, a obra nunca foi tão atual e influente hoje em dia. Alguns até comparam Obama com o Grande Irmão (chamam de Amsoc). Comparando o livro com a História, temos governos como o de Hitler, e, proncipalmente o de Stálin, que manipulava fotos de bolcheviques e apagava Lênin das fotos. O livro é um grande alerta, contra a sociedade de Controle e contra a alienação das pessoas.



PS: O livro foi adaptado para o cinema, ótima obra.

Resumo: Livro que faz pensar, sobre a condição manipulável da individualidade
Recomendo para: Quem gosta de literatura política
Não recomendo: Pra quem ainda não acha que Literatura é arte.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Filme(s) da Semana

Atendendo a (mais) pedidos, o filme da semana dessa vez tem 3 filmes, talvez a trilogia mais conhecida dos anos 80, o grandioso:

DE VOLTA PARA O FUTURO!! (1985, 1989, 1990)
Michael J. Fox (Marty), Cristopher Loyd (Dr. Brown)



Falar de "De Volta para o Futuro" é o mesmo que falar dos próprios anos 80, as roupas, as músicas, a visão de futuro, tudo nos lembra daquela década (mesmo que não tenhamos nem nascidos ainda).

O diretor Robert Zemeckis (que também está por trás do ótimo Forrest Gump), juntamente com o roteirista Bob Gale criaram uma história extremamente complexa para os padrões da época (que só se iguala, em complexidade à série de games Metal Gear Solid), com viagens para o futuro para o passado e de volta para o futuro, paradoxos temporais, e um dos aspectos que eu mais gosto, do "efeito borboleta" que cada ação nossa faz no futuro distante.

O primeiro filme mostra Marty, o típico garoto americano dos anos 80: rebelde, anda de skate, acorda atrasado para a escola, enfim, um clássico jovem americano oitentista. Marty tem um amigo incomum, o Dr. Brown, o "cientista maluco" da cidade, que criou a máquina do tempo definitiva (que é um Delorean), e pede a ajuda de Marty para testar a tal máquina.

A partir daí ocorre uma sucessão de erros, Marty vai para o passado e tenta avisar o Dr. Brown que ele vai ser morto (sem spoilers, gente), acaba conhecendo sua própria mãe, é o responsável por juntar sua mãe e seu pai e também inventa o Rock'n Roll na passagem.


(quem nunca quis uma jaqueta dessas????)

A trama eu acho que todos nós conhecemos de cor e salteado, inclusive a clássica cena da Torre do Relógio (que eu sei que todos nós prendemos a respiração da 1ª vez), e todas os detalhezinhos dos três filmes, acreditem, é muita história para contar, tente contar tudo para seu priminho de 6 anos que você entende o tamanho e a complexidade do roteiro. Viajens no tempo, se usadas corretamente, tornam o roteiro uma coisa maravilhosa e gostosa de se acompanhar e tentar entender cada canto obscuro do roteiro. E tudo isso misturado com um humor sutil que poucos se dão o luxo de fazer igual.



Agora, o aspecto que realmente me atrai é o mais nerd possível, como esse filme tratou tão abertamente do tema "Viagem no tempo", coisa que antes só era tratada com seriedade e ciência complexa (vide a obra-prima de Julio Verne, máquina do tempo), quebraram-se esses preconceitos e passamos a ver com mais frequencia esse tipo de ficção científica nas telonas.

Cada vez que se fala em viajens no tempo, o que me vem à cabeça é o DeLorean correndo a 88Mp/h, não tem outro pensamento que me venha tão "automaticamente". A questão que levantou-se mais tarde é que se á possível mudar o futuro indo para o passado, o tal do efeito borboleta, o 2º filme trata muito bem disso, Biff rouba de Marty um livro com todos os resultados dos jogos de futebol, começa a apostar e fica rico,quando Marty volta ao seu presente, a cidade mudou e Biff virou um poderoso que controla a cidade, o tema da predestinação e do livre-arbítrio fica em evidência.



Atualmente, o tema vem sendo explorado pela série Lost, que trata disso com uma seriedade que eu acho excessiva (mas não menos divertida ou complexa), pelo filme Donnie Darko, que eu acho genial e assisto sempre que posso...

Enfim, se você não assistiu De Volta para o Futuro, você não teve um início de adolescência feliz, agora é a hora de assistir.

Recomendo: Para quem gosta de ficção, comédia e de histórias complexas
Não recomendo: Para quem não gosta dos itens acima¬¬
Assista também: Donnie Darko, A Máquina do Tempo, Lost, Flash Foward.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Filme da Semana

Demorou, mas ele voltou, e o filme dessa semana!!!

Estrada para Perdição (2002)
Tom Hanks (O'Sullivan), Paul Newman (John Rooney), Jude Law (Harlen Maguire), Daniel Craig (Connor Rooney).

O segundo filme do diretor Sam Mendes (de Beleza Americana) é baseado numa história real, que aconteceu durante o período da grande Depressão de 29. Gângsters eram a nova lei, contrabandeando bebidas, comprando policiais, políticos, Deus e quem mais tivesse um preço.



É nesse cenário que aparece Michael O'Sullivan, um capanga dos Rooney (família "anexa" de Al Capone - no filme os nomes foram trocados) que foi criado pelo próprio John Rooney, que o acolheu como um filho quando O'Sullivan era apenas uma criança irlandesa num país desconhecido.

Michael é conhecido pelos inimigos de Rooney como "O Anjo da Morte", trabalha para o velho Looney, tem uma mulher e dois filhos. Tudo lindo até o dia em que o seu filho maior decide ver o trabalho do seu pai, se esconde no carro e o acompanha num "trabalho" sem seu pai saber (isso não aconteceu de verdade, mas estamos falando do filme aqui...), e assiste enquanto ele massacra algumas pessoas junto com o filho do outrora bom velhinho, o sanguinário Connor. Sua reação é percebida pelos matadores, então Connor e Michael discutem se devem ou não deixar o garoto sair impune, e concordam que ele não vai falar nada.



Connor não confia muito em Michael, ele mesmo decide ir até a casa dos O'Sullivan e acabar com essa história toda. Connor mata a sangue frio a mulher e o filho menor de Michael. Enfurecido, Michael vai atrás de vingança, e, ao mesmo tempo deve proteger seu filho maior, levá-lo para segurança e dar cabo de Connor.

Michael decide desafiar a máfia dos anos 30, o poder dos Looney e de Al Capone sozinho, sabe atingi-los onde machuca, e vai indo de cidade em cidade acabando com o poder dos mafiosos sem qualquer apoio, somente com uma criança o acompanhando. Durante isso, o velho Looney descobre que seu filho matou a família de seu melhor "empregado", então, decide apoiar as decisões de seu filho, mesmo que não queira ir atrás daquele que considerava seu filho.



Apoiado pelo ótimo roteiro, fatos verídicos, atuações maravilhosas (com destaque para Jude Law, o matador de aluguel), cenas de ação muito bem executadas, fotografia impecável (a recriação da chicago de 1930, o tiroteio na chuva), o diretor Sam Mendes (que ganhou um Oscar no seu 1º filme) consegue tornar o filme numa obra de arte, não só pela história do Anjo da Morte, mas como pelo detalhismo da época, os carros, o interior, e a cidade de Chicago, maravilhosamente cinzenta.



Além de mostrar a máfia como ela era na época, conta a história de um pai ausente que de repente se vê sozinho com o garoto, sem terem pra onde ir, o que fazer. A direção das cenas de Michael com seu filho mostra o lado sensível do matador, que não quer que seu filho o siga.

Resumo: Retrato fiel da relação de pai e filho e da máfia dos anos 30.
Recomendo: Para quem gosta do glamour dos anos 30, e de filmes de mafia, é claro
Não recomendo: para quem não gosta de filmes "parados"
Assista também: Os Intocáveis, Os Bons Companheiros, Inimigos públicos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Filme da Semana

Hoje eu vou fazer diferente.
Tudo que eu, o Henrique e a Niége escrevemos aqui é para quem lê. A satisfação de receber comentários é o que nos motiva a sempre escrever algo bom, inédito, revisar nosso texto, criticar, enfim, os comentários são o nosso reconhecimento por um trabalho bem feito.
Na boa, vocês são o combustível que move nosso blog, que ainda é pequeno, é de vocês: Juliana, que sempre pede o filme da semana; Julio, que compartilha opiniões com o Henrique; Jen, que adquiriu conhecimentos sobre o Rock'n Roll; Felipe, que curtiu o post de imagens do Henrique; Jotas, que gosta dos figurões de show de Rock; Vi Zanquini, que deve escrever trabalhos colegiais bem curtos, e qualquer outra Lorpa nojenta que lê e não comenta¬¬.
Depois de enrolar, chego ao que eu queria dizer:
eu me proponho aqui a tornar os próximos filmes da semana o que vocês pedirem, não importa quantos sejam, qualquer pedido feito via comentário aqui nesse post será atendido, podem ser filmes, especiais, reviews de cd's, qualquer coisa.
(eu ainda costumo manter minha palavra, pessoal)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Stephen King - Contos - Sombras da Noite 1978

Já listamos (eu e Fernando), 80% da obra do mestre, faltam apenas os livros de contos, e que Richard Bachman (seu pseudônimo) escreveu. Mesmo esquema, vou colocar em ordem que saíram.


http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/10/264_168-stephen.JPG
1978 - Sombras da Noite
São nada mais que 20 contos, com algumas adaptações pro cinema/TV, vou listar e resumir os contos.

Jerusalem's Lot: Dois amigos se mudam para uma casa, que parece estar viva. O legal desse conto é que ele é "contado" na forma de cartas entre os amigos.

Último Turno: Um grupo de trabalhadores resolve explorar o seu local de trabalho, mas eles não deveriam ter entrado naquele porão... (Adaptação - A Criatura do Cemitério - 1990)

Ondas Noturnas: É uma história apensa à Dança da Morte, um grupo de pessoas que se reúne e não sabe o que fazer depois de uma super doença.

Eu Sou o Portal: Um alienígena "entra" no corpo de um astronauta para sondar a Terra, mas o bravo viajante não vai deixar que isso aconteça.

A Máquina de Passar Roupas: (Conto preferido das mulheres)[E também o conto mais bizarro] A lavanderia mais azarada do mundo tinha ingredientes para invocar um demônio, e faltou apenas o sangue de uma virgem (vc´s sabem como ele foi aparecer lá) para que o demonio possuísse... PASMEM... a máquina de lavar... isso mesmo... e essa maquina começa a matar todos que chegam perto... e só uma pessoa percebe realmente o que está acontecendo e tenta parar isso... com um exorcismo, na máquina de lavar...

O Bicho-Papão: Um homem vive assombrado pelas lembranças de um monstro que matou sua família, e se abre no divã do psicólogo mais... incomum de todos os tempos.

Massa Cinzenta: Um pobre homem bebe sua cerveja com um conteúdo estranho, que faz coisas estranhas acontecerem a ele.

Campo de Batalha: (Existe uma adaptação, na série "Nightmares & Dreamscapes") Um assassino profissional chega cansado em casa apos mais um trabalho bem feito, e descobre uma caixa de soldados verdes, enviados pelo cara que ele havia acabado de matar. Porém esses soldados querem a vingança.

Caminhões: Os compradores de uma loja ficam presos em uma loja após os caminhões das redondezas terem criado vida, e rondarem a mesma loja. ( Filme Trucks - Comboio do Terror - 1997)

Às Vezes Eles Voltam: Um Professor relembra o brutal assassinato de seu irmão quando eram pequenos, por uma gangue. Mas essa gangue volta, querendo apagar a única testemunha, mas essa "gangue" é a mesma que anos atrás. (Filme de mesmo nome - 1991)

Primavera Vermelha: No passado, uma série de assassinatos em uma faculdade nunca foram desvendados, e o assassino nunca foi pego. No presente, o mesmo assassino volta a fazer suas vítimas. ( Filme - Mangler - O Grito de Terror - 1985)

O Ressalto: Um magnata de uma cidadezinha pega o amante tenista de sua esposa, e o faz ema proposta: se ele conseguir dar a volta no prédio usando apenas o ressalto, ele pode sair vivo com a mulher dele, e com uma boa quantidade de dinheiro. (Adaptação: FIlme - "Olhos de Gato")

O Homem do Cortador de Gramas: O cortador de gramas de um homem quebra, e ele liga para o anúncio que ele viu no jornal. Mas os métodos que ele usa para cortar a grama sao... exóticos.

Ex-Fumantes LTDA: Um homem quer parar de fumar, e entra em um programa um tanto quanto incomum para parar de fumar... Se ele fumasse, seria torturado, se houvesse uma segunda vez, a mulher dele seria torturada, e assim continua.(Adaptação: FIlme - "Olhos de Gato")

Eu Sei do Que Você Precisa: Um simples rapaz consegue conquistar o coração de uma linda garota... mas como isso é possivel? Ela começa a desconfiar e o caso deles começa a ficar perigoso.

As Crianças do Milharal: O carro de um casal em crise quebra perto de uma cidade em que crianças psicopatas matam qualquer adulto. E então esse casal precisa se unir para sairem vivos dessa. (Adaptação - Colheita Maldita - 1984)

O Último Degrau da Escada: Mais triste que "Fade to Black" e "A Tout Le Monde"... juntos... Narra q história de um homem, que nem sempre esteve por perto quando sua irmã sofria uma queda.

O Homem Que Adorava Flores: Um rapaz que segura suas flores sai cantarolando pela rua, e todos pensam que ele vai se encontrar com sua amada, mas ele apenas não se encontra com ela, o engano é fatal.

A Saidera: Não, nada de bares, é um conto que se passa logo depois do livro "A Hora do Vampiro". Conta a história de dois homens que se refugiam em Salens Lot, apos uma nevasca, e eles descobrem que o frio é o menor de seus problemas.

A Mulher no Quarto: Eutanásia, a difícil decisão que um filho tem que tomar sobre a sua amada mãe...


PS: Desculpa as piadas idiotas

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Especial Stephen King - Parte 2

Hoje não tem filme da semana, vou postar hoje um texto prometido, que venho revisando com carinho há algumas semanas:
A TORRE NEGRA



Sobre a série:
Stephen King, ainda um no0b na arte de escrever, fã incondicional de J.R.R. Tolkien (um nerd, como todos nós), com a tenra idade de 19 anos, conheceu um poema muito antigo, escrito por Robert Browning, chamado “Childe Roland à Torre Negra Chegou” (que, por sua vez era inspirado em Shakespeare e nas histórias Arthurianas). Resolveu escrever uma história, onde misturaria o poema, a narrativa épica de Tolkien (especialmente o Hobbit, como o próprio menciona no prefácio do 1º volume) e uma pitada de western, pois era fã dos filmes de Clint Eastwood e Sergio Leone. Nasceu dessa mistura a saga “A Torre Negra”, que começou a ser escrita em 1978, quando foi publicada em partes nas revistas de ficção literária, só terminando em 2007.

A Torre Negra é uma saga por si só mítica, mas, em adição ao resto do trabalho de King, milhares de conexões com outras tramas aparecem, pequenas ou grandes, vou tentar citar as principais nas descrições dos livros.

Volume 1
O Pistoleiro



O início da saga. Temos aqui a frase mais lembrada pelos fãs do Mestre: “O homem de preto fugia pelo deserto, e o pistoleiro ia atrás”, que abre o livro e dá a idéia central do 1º volume. O livro começa com o pistoleiro solitário Roland, perseguindo o Homem de preto pelo deserto. Roland é o último de uma linhagem gigantesca de pistoleiros, que foi massacrada pelo tal homem de preto e pelo exército por ele liderado.

O objetivo do pistoleiro é alcançar a Torre Negra. Uma lenda entre os pistoleiros dizia que a tal torre é o eixo principal de todos os mundos, o lugar onde todas as coisas devem convergir e se juntar. A torre tem vários níveis, onde cada andar representa um plano da existência. Reza a lenda que aquele que atingir o topo terá qualquer desejo atendido.

O mundo da torre negra lembra o nosso, nos bares, pianistas tocam “Hey Jude”, aviões nazistas derrubados pela terra, enfim, milhões de referências a um planeta Terra pós-apocalíptico, mas sem explicações abertas.

No meio do caminho, Roland encontra um garoto, Jake, abandonado perto de um galpão. Roland descobre que o menino não é desse mundo, clama ter morrido em seu planeta natal, e não sabe como veio parar ali.

O tal homem de preto é na verdade Randall Flagg. Esse personagem aparece em muitas obras de King, em “Olhos do Dragão”, em “A Dança da Morte”, e outras histórias.

Volume 2
A Escolha dos Três



No segundo volume da saga épica de King, o Pistoleiro está em maus lençóis, após o encontro com o Homem de Preto, Roland foi deixado sem forças em uma praia estranha, com seus revólveres inutilizados, ferido e quase sem forças para continuar, Roland caminha pelo litoral, onde acha portas mágicas que levarão o Pistoleiro a conhecer seus futuros companheiros de jornada (ka-tet). Ao adentrar cada porta, Roland passa a fazer parte da mente (e também manifestando-se fisicamente) de cada um desses companheiros. Cada um deles vem de Nova York, em tempos diferentes, e devem escolher se ajudam ou não o pistoleiro em sua jornada.

O primeiro deles é Eddie Dean, “O Prisioneiro”, um homem traficando heroína, o primeiro contato entre eles é dentro de um avião, onde Eddie serve de “mula” para traficantes.

A segunda é Odetta Holmes, “A Dama das Sombras”, uma ativista negra que sofre de esquizofrenia, tem duas personalidades, a segunda é Detta Walker, que gosta de perambular em bares e acabar com a reputação de Odetta.

E o terceiro é Jack Mort, “A Morte”, um homem com gosto por assassinato, que foi responsável pela morte de Jake, pelo surgimento da segunda personalidade de Odetta ao jogar um tijolo na cabeça dela e posteriormente, responsável pela perda das pernas dela, ao empurra-la na frente de um trem. Durante seu encontro com Jack Mort, Roland impede que o mesmo cause a morte de Jake, criando uma segunda linha do tempo, na sua cabeça e na do garoto, que deveria ter morrido e encontrado Roland após sua morte. Esse será um dos temas centrais do terceiro livro da série.

Volume 3
As Terras Devastadas



A História começa com o novo “Ka-Tet”* de Roland numa floresta, após a escolha dos três, onde Roland começa a treinar Eddie e Sussannah (a terceira personalidade de Odetta, que surgiu com a ajuda de Roland) para serem pistoleiros, e auxiliarem Roland na sua jornada. Durante o treinamento, encontram um urso gigante, que é na verdade um robô um dos 12 guardiões dos feixes de luz., cada um desses guardiões é representado por um grande animal (conexão com a mitologia de "A Coisa", muito sutil).

Roland acredita que o mundo-médio é cercado por 6 grandes feixes de luz que atravessam o mundo, com 12 extremidades, e a Torre Negra ficaria exatamente na intersecção desses feixes. E o trabalho de Roland é impedir que o Rei Rubro (a entidade do mal, que derrubou Gilead, a terra natal dos pistoleiros) destrua esses feixes e, por fim, a Torre Negra.

Paralelamente, o livro conta a história de Jake Chambers, o garoto que Roland encontrou no 1º volume, que se separou do Pistoleiro no final do mesmo volume, e que foi salvo por Roland da morte, que agora ficou obcedado por portas, e sonha com uma rosa. Em Nova York, Jake foge de casa levando a pistola de seu pai e encontra a passagem entre-mundos com a ajuda de Calvin Tower, o dono de uma loja de livros usados, onde se reencontra com o Pistoleiro, numa das melhores "cenas" da literatura de King.

Seguindo o feixe de luz, o ka-tet chega à cidade de Lud, onde encontram o animal “Oi” (uma espécie fictícia, é um cachorro que fala algumas palavras, basicamente), que segue o ka-tet. Para darem prosseguimento à jornada, devem pegar um trem, que atravessa as terras devastadas (mais uma referência ao fim do nosso mundo, uma guerra nuclear que acabou com a cidade de Lud) até a próxima cidade, Topeka (que existe na vida real).
Ao encontrarem a estação, o monotrilho é alimentado por uma rede de supercomputadores que controla a cidade. Blaine (o monotrilho) e tem consciência própria, e só concorda em fazer a viagem se os ocupantes participarem de um jogo de adivinhas meio sádico.
* Ka-tet significa “irmãos de destino”. Na mitologia dos livros, um termo muito usado é o Ka, que quer dizer “destino”, menciona-se que o ka é uma roda, e que o eixo central dela é a Torre negra.

Volume 4
Mago e Vidro



Ao chegarem na cidade de Topeka, a cidade foi devastada no passado por uma praga, a supergripe (mais uma conexão, dessa vez com o livro “A Dança da Morte, onde o mundo inteiro é devastado pela supergripe, com a presença de Randall Flagg). Na cidade, o grupo acampa perto de uma Lúmina, uma entidade sobrenatural que habita um abismo e que produz um som característico, que atrai as mentes mais fracas para o abismo.

Roland, ao se deparar com a Lúmina, decide contar aos seus companheiros sobre seu passado. Roland e seu antigo ka-tet (que se relaciona muito com o atual) eram encarregados pelo reino de Gilead de inspecionar o Baronato de Mejis, onde Roland, o pistoleiro mais jovem já formado, se apaixona por Susan Delgado. Essa história é um western clássico, com forasteiros, xerifes e tudo mais. Todo o passado do Pistoleiro é esclarecido, como iniciaram as grandes guerras, a relação com seu pai, sua iniciação, e o início da busca pela Torre, e o motivo da jornada do Pistoleiro.

A história foi recentemente adaptada para HQ, pela Marvel, que lançará mais tarde uma nova adaptação, baseada em “A Dança da Morte”(que alguns membros do arena estão tendo a honra de traduzir uma versão scaneada, enquanto a Marvel não lança a versão nacional).
Depois do grande flashback (que ocupa quase todo o livro), o grupo segue para o palácio verde, que parece ter sido tirado do conto do Mágico de Oz (aliés, muitas referências ao Mago de Oz aparecem nessa passagem). Lá dentro, encontram Marten Broadlock, mais uma das mil faces de Randall Flagg e o antigo amante da mãe de Roland e seu antigo nêmesis. Ao sair do palácio, carregando o Treze Negro (explicações a seguir), seguem de novo pela estrada do Feixe (que ironicamente é feita de tijolos amarelos).

Volume 5
Os Lobos de Calla



Após saírem de Topeka, o grupo passa por uma vila chamada Calla Bryn Sturgis, onde encontram o padre Callahan (personagem de “A hora do vampiro”, é um padre que escapa da cidade e vaga sem rumo, que encontra uma passagem entre os mundos, e foi parar em Calla), que pede ajuda aos Pistoleiros, para que defendam a cidade dos Lobos, um grupo mascarado que ataca a cidade a cada geração, roubando metade das crianças da vila e devolvendo-as incapacitadas.

Paralelamente, na Nova York de 1977, uma corporação pretende atingir um terreno baldio, onde cresce uma rosa, que é a representação da Torre no mundo-chave (a Terra). Após roubarem o Treze Negro do palácio Verde no 4º volume, (uma lenda diz que 12 esferas coloridas representam o poder da Torre, a 13ª é a corrupção, serve de olho para o Rei Rubro e portal entre os mundos), os pistoleiros usam o poder da esfera para transitarem entre os mundos e defenderem o terreno baldio. A história principal foi claramente inspirada no épico japonês “Os Sete Samurais”, de Akira Kurosawa, como o próprio autor disse.

Após a batalha, os Pistoleiros dão pela falta de Sussanah e do Treze Negro. Seguindo a trilha, descobrem que ela foi transportada para a Nova York de 1999, e agora Roland, Oi, Jake, Eddie e o Padre Callahan decidem resgata-la e encontrar um homem, Calvin Tower, um colecionador de livros que tem uma versão do livro “A Hora do Vampiro”, uma prova de que o padre, e provavelmente todos os personagens do livro são criação da mente de um tal de Stephen King. Calvin Tower (o homem que ajudou Jake) é o dono da versão, assim, os pistoleiros devem se dividir para encontrarem Calvin e Resgatar Sussanah.

Volume 6
A Canção de Sussanah



Eddie e Roland vão para o Maine, para procurar esse tal de Stephen King, que parece ter algum poder estranho, antes disso, encontram Calvin Tower e Aaron Deepneau (outra conexão, com ‘Insônia’, Aaron é parente do personagem principal), que discutem o futuro do terreno baldio e da Rosa. Enquanto isso, Jake, Oi e Callahan vão para Nova York procurar Sussanah, e descobrem que ela foi possuída por Mia e agora tem pernas. Mia pretende usar o corpo de Sussanah para poder dar a luz ao filho do próprio Rei Rubro, que tem a missão de matar Roland a qualquer custo.

Volume 7
A Torre Negra




O final da saga, após Sussanah ser levada para o Dixie Pig (que é uma passagem entre mundos), e Roland e Eddie terem salvado Stephen King de um atropelamento (o atropelamento aconteceu de verdade), ele pode continuar a escrever a história. Ao se reencontrarem, o grupo segue cada vez mais perto da Torre. O ka-tet descobre onde era a cidade para onde levavam as crianças de Calla, uma cidade de “Sapadores”, pessoas com habilidades mentais que usam suas forças psíquicas para derrubarem os feixes de luz.
Não posso contar mais sobre a história sem estragar surpresas (acredite, são MUITAS).




Perto do final, após o confronto derradeiro do Pistoleiro com o Rei Rubro, Roland adentra a Torre, nesse ponto, Stephen King encerra o livro e diz “Imagine o que você quiser da Torre. O final é seu, caro leitor, feche este livro e tenha um final só seu, único”. É claro que ele não podia nos deixar na mão, ele faz um epílogo com o que aconteceu com Roland na Torre e com os outros personagens, que é um dos finais mais surpreendentes e ambíguos que eu acho que um ser humano tem a capacidade de compreender.




Tentei dar um gostinho de cada livro aqui, sem a menor intenção de spoilers, é uma série realmente grande. Tentei dar a linha básica, deixei as surpresas pra quem tiver balls e ler (a série completa totaliza umas 3.500 páginas, que passam voando). Cada livro tem suas sub-tramas e cada personagem adquire nessa série uma profundidade narrativa incrível, que só o mestre do horror poderia nos proporcionar. Peço desculpas se o post ficou maçante, muito grande ou qualquer coisa parecida, é que eu me empolgo escrevendo, sabe.