quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Filme da Semana

BASTARDOS INGLÓRIOS (2009)
Bradd Pitt (Aldo Raine), Cristoph Waltz (Hans Landa), Eli Roth (Donny Donowitz), Daniel Brühl (Frederick Zoller), Diane Kruger (Bridget Von Himmesmark)


Indo no embalo do post da semana passada, mais um Tarantino pro (raro) pessoal que lê o blog. Quero ressaltar nesse post toda a genialidade do (provável) melhor diretor de cinema da nossa geração, Quentin Tarantino, que, aos 22 anos mostrou talento com seu primeiro roteiro. Foi em 1992 que lançou seu primeiro filme, Cães de Aluguel, seguido por Pulp Fiction em 1994, o diretor já mostrava que tinha o dom. Em Jackie Brown, mostrou que sabe pegar um livro e transformar num bom filme, em Kill Bill mostrou que soube respeitar quem lhe inspirou (filmes de kung-fu e vendettas italianas), em Death Proof mostrou que sabe fazer homenagens e em seu último filme, mostrou que é o melhor no que faz.



Contando em capítulos uma história ambientada na França ocupada pelo exército Nazista na segunda guerra mundial, a trama, muito bem montada é focada em várias histórias e personagens, como um grupo de soldados judeus que tem por finalidade exterminar e marcar o maior número possível de nazistas de modo cruel, para espalhar o medo entre eles. Ou mostrar como uma jovem, que testemunhou a execução de toda a sua família, montou seu plano de vingança. Tarantino faz um ótimo uso de flashbacks durante a história, reforçando o caráter traumatizado de alguns personagens (Shoshanna) ou a natureza psicopática de alguns outros (Hugo Stiglitz). Apesar de ser um filme sobre a segunda grande guerra, o filme é um spaguetti western de primeira, reparem no começo "Once upon a time in a nazi-occupied France", as músicas e as motivações de cada personagem.



Tarantino teve à sua disposição algumas das melhores atuações da nossa época, Bradd Pitt mostrou que não é só mais um galã fazendo besteiras em Hollywood interpretanto o carismático Aldo Raine, com seu sotaque carregadíssimo ("Arrivedeci") ou as crueldades de seu personagem, Cristoph Waltz rouba a cena como o "Caçador de Judeus", sádico e em alguns momentos engraçadíssimo (That's a bingo!), até o novato BJ Novak teve seus momentos.



Como todos sabem, Tarantino marca seus filmes com seus diálogos cheios de sarcasmo (e também a cultura pop dos anos 30/40) e, é claro, as cenas de tensão e violência quase extremos. Me marcaram o take em que Hans Landa interroga um fazendeiro procurando judeus em sua casa, onde a jovem Soshanna testemunha o massacre de sua família, e as cenas em que os Bastardos tiram os escalpos dos soldados nazistas (reforçando a natureza western do filme) ou marcam uma suástica na testa dos que saem com vida.



Depois de assistir o filme, ficou uma impressão, uma mensagem, Tarantino filmou a segunda guerra de uma maneira nunca antes vista, e aproveitou pra dizer "Pro inferno com a história, eu quero é diversão!". Alguns fatos históricos ali realmente existem, mas a maioria é invenção do diretor, se você quiser uma aula de história, liga o History Channel e não venha falar mal do cara.



Curiosidades:
-O ator Adam Sandler foi cogitado para o papel de Donny Donowitz. Recusou por causa de outro projeto (que está estreando no BRA), Funny People
-Donny Donowitz faz parte do universo Tarantino. Em True Romance, o produtor de Hollywood que vai comprar a coca se chama Lee Donowitz (e faz filmes de guerra)
-Bradd Pitt já trabalhou com Tarantino em um filme. Respondam nos comentários.
-O filme da première alemã, "Nation's Pride", que tem algumas cenas mostradas, foi dirigido por Eli Roth
-Apesar de não estar nos créditos, Tarantino usou algumas canções do grande compositor western Enrico Morricone (escreveu "exstasy of gold"). As canções eram de outros filmes.
-Eli Roth e Omar Doom quase foram incinerados no take do incêndio, a estrutura começou a cair, por que o incêncio estava fora de controle, a temp. chegou a 1.200 graus. Bombeiros disseram que em mais 15 segundos de filmagens, a estrutura de aço cairia em cima dos atores.
-O primeiro soldado a ser escalpado é um boneco igual ao Tarantino.



Resumo: Filme sobre a vingança e a WWII.
Recomendo: A quem gosta de filmes, em geral, as referências são inteligentíssimas.
Não recomendo: A quem não gosta de violência ou guerra.
Assista Também: Operação Valquíria, O resgate do Soldado Ryan, toda a obra de Tarantino e
Quel Maledetto Treno Blindato (o filme que deu origem).

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Filme da Semana

CÃES DE ALUGUEL (1992)
Harvey Kietel (Mr. White / Larry); Tim Roth (Mr. Orange); Michael Madsen (Mr. Blonde / Vic Vega); Steve Buscemi (Mr. Pink); Quentin tarantino (Mr. Brown).



Cães de Aluguel, o filme que lançou o lendário Quentin Tarantino nos grandes estudios americanos, não devia ficar de fora do nosso blog, concordam? Quem não lembra da cena de abertura, do diálogo sobre "Like a Virgin" e a filosofia sobre gorjetas? Isso é cultura pop de verdade.

Des de os créditos iniciais, fica evidente que esse não é um filme de criminosos comum, seja pela qualidade quase irreal dos diálogos (alguns bandidos tem um intelecto incomum para bandidos...), pela ótima escolha das músicas ou pela brutalidade das cenas de violência.



A trama gira em torno de 6 criminosos que são chamados para um assalto a uma loja de jóias. Nenhum deles conhece os outros e todos respondem a uma pessoa, Joe, que é o cabeça do grupo. Todos se conhecem por nome de cores (lembrar da hilária cena da escolha dos nomes "Mr. Pink is fucking gay"). O assalto dá errado e a maioria da história é contada dentro de um ponto de encontro do grupo, onde os sobreviventes tentam descobrir o que deu errado, e quem é o traidor do grupo. A história de cada personagem é contada aos poucos enquanto os Mr's esperam ajuda.

Quando foi lançado, Cães de Aluguel foi banido de vários países, culpa das cenas de violência excessiva, que na maioria das vezes acontece fora de tela. No filme, a violência serve, principalmente, para o espectador ver como cada bandido responde ao sangue, cada um deles tem personalidades diferentes, seja pelo psicopata Mr. Blonde ou pelo preocupado Mr. Orange ou o veterano Mr. White.



O aspecto que eu mais gosto nesse filme é o que "carrega" a maioria dos filmes de Tarantino, que é a qualidade ímpar dos diálogos. Todos eles são carregados de testosterona, cheio de "Fucks", todos os personagens querem mostrar o quanto são durões um para o outro, chovem referências à cultura pop dos anos 90 e tudo mais são a cereja do bolo de um dos melhores filmes dos anos 90. Sem falar da música, outro aspecto marcante das produções tarantinescas, a trilha sonora é baseada em sons country dos anos 70 (K-Billy Super Sounds of the 70's).

Apesar de ser a primeira produção 100% nas mãos de Tarantino, o filme teve grandes atores, e suas atuações não deixam a desejar, até o próprio tarantino na pele do 'breve" Mr. Brown se faz lembrar na cena do café da manhã, onde ele explica o por que de Like a Virgin ser sobre uma garota que transa com um cara com o pinto enorme. Pra mim, essa é a melhor atuação de um ator que sempre vai ser considerado secundário, Steve Buscemi.



Curiosidades
-O filme teve orçamento de 1.200.ooo dólares, muito pouco na época.
-O Cadillac 65 de Mr. Blonde era do próprio ator Michael Madsen, assim como todos os ternos usados em cena eram dos atores
-Todos acham que a maleta de Pulp Fiction são os diamantes de Cães de Aluguel
-Não se sabe ao certo o que acontece com Mr. pink no final, se ele foge ou é pego pelos policiais.
-São 272 Fucks ditos
-Vic Vega (Mr. White) e Vicent Vega (de Pulp Fiction) são irmãos, e Tarantino tinha planos para um prequel chamado "Double V Vega" com os dois irmãos. Madsen e Travolta ficaram velhos demais para o projeto e Quentin desistiu.

Resumo: Apesar da trama simples, o filme brilha pelos detalhes e pelos diálogos
Recomendo: Para os fãs de filmes policiais
Não Recomendo: Para quem não gosta de cultura pop



Assista também: Os Suspeitos, Os Infiltrados, Pulp Fiction e Os Bons Companheiros

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Batman - Arkhan Asylum

Bom, vou falar primeiro do jogo para depois voltar às origens (que não são tão origens assim).
Batman Arkhan Asylum é um jogo do batman (dard). Mas o importante é que até quem não gosta de jogos de heróis gostou desse jogo. Em qualquer review que você ver por ai, o jogo recebeu notas no mínimo maiores que 9.


Dá para perceber o porque nessa imagem. Um dos pontos altos do jogo é o gráfico, que beira a perfeição... as animações sao no mesmo estilo do game, só pra ter uma noção do gráfico.
Jogando como o maior detetive do mundo, e com suas bugigangas, claro, você vai ter q desvendar as charadas do... Charada... e para isso você tem a Visão Detetive, que possibilita ver todos os dutos, grapple places, b atimentos cardiacos das vítimas, enfim, nao perde um fio de cabelo no chão...
Onde encontrar os vilões mais "bad ass" de Gotham? no Asilo Arkham... então onde começar um pandemônio para a cidade? Oras, um plano relativamente simples do Coringa, que cabe ao nosso morcego favorito botar um ponto final.
Dentre os vilões estão o Coringa, a Harley Quinn, Killer Croc (ou Crocodilo), o zsasz (o cara todo retalhado),a Ivy (ou Era Venenosa), Bane, claro, e seria impossível nao citar as batalhas alucin(ógenas)antes com o Espantalho...
O tão aclamado pelo Chandler, cinto de utilidades do Batman contém algumas bugigangas muitíssimo úteis ao decorrer do jogo... entre elas estão a classica batarangue, o grapple, o Explosivo, o Bathook e o Decodificador. Enquando você joga e bate em alguns loucos, (outro ponto algo do game, a jogabilidade) você ganha experiência, para fazer upgrades e ficar mais fodão do que você ja é... por exemplo atirar três batarangas ao invés de uma.
Enfim, um jogo que realmente me surpreendeu bastante, não esperava tanto desse jogo, considerando outros Fails de heróis nos games... Mas agora, vou dizer sobre o Batman Asilo Arkham, ou Arkham Asylum...
Há, dessa vez vou falar do HQ na verdade, e não tudo de novo. Este Graphic Novel foi escrito no final dos anos 80, 1989 para ser mais exato, pelo Genial e agora pop, Grant Morrison.


(ampliem a imagem, a arte é fodástica)


Uma das coisas que mais me surpreende nesse HQ é o fato de em plenos anos 90, quase na era de prata dos quadrinhos, isso quer dizer, quando todos queriam mostrar o quão fortes, fodões, espertos são os seu heróis, Morrison mostra o lado humano do Bat. Mostra que ele pode se ferir, e também beirando a loucura no manicômio.
A arte também chama atenção, muito confusa, mas detalhada, mais ou menos como se fosse tão louco quanto os pacientes.
A história é parecida com o jogo... mas ainda assim é muito diferente... terão que ler/jogar para saber porque, pois eu nao conto spoilers. Mas o nosso Detetive deve enfrentar alguns dos seus piores vilões para fazer o jogo do Coringa que ficou mais louco que ele ja era.
Enjoy!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

LIVRO DO MÊS

NOVA SEÇÃO
AeeEEeeeeEeeE

Livro do Mês: 1984



certamente uma das obras mais influentes do século 20, ainda que fonte de inspiração para muitas outras obras mais conhecidas (V de Vingança, p.ex.), a obra prima de George Orwell é leitura obrigatória para todos.

A História
A história se passa numa Inglaterra imaginada por Orwell, por volta do ano de 1984 (ninguém sabe com exatidão as datas), a Inglaterra denomina-se "pista de pouso nº1" e faz parte de um dos 3 superestados do mundo, a Oceania (os outros são a Lestásia e a Eurásia). A Oceania vive sob tutela d'O Partido, o Ingsoc, que significa Socialismo Inglês na língua criada pelo Estado, a Novilíngua (falarei mais sobre ela).

O livro conta a história de Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, que se incumbe de modificar as histórias e documentos do passado, como manchetes de jornal, fotos, criar uma nova verdade, a fim de aumentar a credibilidade e a força do Partido. Fazem parte desse Estado 4 Ministérios, o Min. da Verdade (que transforma as notícias, o órgão midiático do governo), o Min. do Amor (que cuida das torturas e lavagem cerebras dos ideiacriminosos), o Min. da Paz (que cuida da Guerra) e o Min. da Fartura (que cuida das finanças e distribuição de rações). O nome dos ministérios não é ironia, já explico.

Os problemas começam quando Winston começa a questionar as maneiras de controle do partido, sejam as Teletelas, que vigiam o interior das casas, as ruas, tudo é visto pelas teletelas (daí veio o nome do Big Brother), ou pela Polícia do Pensamento (que patrulha a crimidéia, o pior crime de todos), que mantém o controle total da vida social, Winston começa a questionar da veracidade do Grande Irmão, o líder máximo do partido, que aparece nas Teletelas, nunca em público. Winston começa a contrariar as ordens do partido, inicia a sua ida sem volta à crimidéia quando compra um caderno para fazer um diário, segundo ele, já estava morto no momento em que escreveu "Abaixo o Grande Irmão" no caderno. O mais eu conto, menos vocês lerão.

Contexto
O aspecto que mais me interessou no livro, além da ótima trama, é o contexto da sociedade na época, as maneiras como o Insoc influencia a vida social comum, sufocando a liberdade individual.
Por Exemplo, na Oceania, as crianças tem um grupo de escoteiros, são os espiões, onde as crianças são incitadas a relatarem seus pais, possíveis idealistas, à Polícia do Pensamento, o fanatismo das pessoas é tanto que os pais que são relatados ficam orgulhosos; algo tão banal como comprar uma gilete, ficar apaixonado ou até chegar atrasado adquirem status de crime. Além do controle da mídia, o Ingsoc controla o pensamento, num sistema perfeito que controla o pensamento e a linguagem.



Novilíngua e o Duplipensar.
A principal crítica de Orwell, e o ponto mais inteligente de seu livro é o modo como o pensamento pode ser controlado através da linguagem. No livro, está sendo introduzida uma nova língua, a Novilíngua, que, quando completa, impossibilitaria a expressão de qualquer idéia considerada subversiva. Por exemplo, um colega de Winston é especialista, e diz que a Novilíngua é a única língua que diminui, a abolição quase total de adjetivos (ex. o Maravilhoso vira Dupliplusbom) e no futuro, até a palavra Liberdade será inutilizada.
Outro mecanismo igualmente genioso é o duplipensar, que consiste em contar uma mentira, e acreditar nela. Como? No duplipensar, ouve-se a nova mentira, que nós sabemos que é mentira, mas, ao mesmo tempo, nos decidimos que essa mentira contada é a verdade, e sempre foi a verdade, esquecendo até da manipulação, até para usar a palavra duplipensar é necessário duplipensar (A Oceania está em guerra com a Lestásia, então, sempre esteve em guerra com a Lestásia).
E assim, usando o duplipensar como mecanismo alienante e a Novilíngua para prevenir a crimidéia, tem-se um Estado Totalitário perfeito, onde ninguém se rebelaria.
Para traduzir esses mecanismo, fica o lema do partido
"GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA"



Por que ler?
Além de ter sido conluída em 1948, a obra nunca foi tão atual e influente hoje em dia. Alguns até comparam Obama com o Grande Irmão (chamam de Amsoc). Comparando o livro com a História, temos governos como o de Hitler, e, proncipalmente o de Stálin, que manipulava fotos de bolcheviques e apagava Lênin das fotos. O livro é um grande alerta, contra a sociedade de Controle e contra a alienação das pessoas.



PS: O livro foi adaptado para o cinema, ótima obra.

Resumo: Livro que faz pensar, sobre a condição manipulável da individualidade
Recomendo para: Quem gosta de literatura política
Não recomendo: Pra quem ainda não acha que Literatura é arte.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Filme(s) da Semana

Atendendo a (mais) pedidos, o filme da semana dessa vez tem 3 filmes, talvez a trilogia mais conhecida dos anos 80, o grandioso:

DE VOLTA PARA O FUTURO!! (1985, 1989, 1990)
Michael J. Fox (Marty), Cristopher Loyd (Dr. Brown)



Falar de "De Volta para o Futuro" é o mesmo que falar dos próprios anos 80, as roupas, as músicas, a visão de futuro, tudo nos lembra daquela década (mesmo que não tenhamos nem nascidos ainda).

O diretor Robert Zemeckis (que também está por trás do ótimo Forrest Gump), juntamente com o roteirista Bob Gale criaram uma história extremamente complexa para os padrões da época (que só se iguala, em complexidade à série de games Metal Gear Solid), com viagens para o futuro para o passado e de volta para o futuro, paradoxos temporais, e um dos aspectos que eu mais gosto, do "efeito borboleta" que cada ação nossa faz no futuro distante.

O primeiro filme mostra Marty, o típico garoto americano dos anos 80: rebelde, anda de skate, acorda atrasado para a escola, enfim, um clássico jovem americano oitentista. Marty tem um amigo incomum, o Dr. Brown, o "cientista maluco" da cidade, que criou a máquina do tempo definitiva (que é um Delorean), e pede a ajuda de Marty para testar a tal máquina.

A partir daí ocorre uma sucessão de erros, Marty vai para o passado e tenta avisar o Dr. Brown que ele vai ser morto (sem spoilers, gente), acaba conhecendo sua própria mãe, é o responsável por juntar sua mãe e seu pai e também inventa o Rock'n Roll na passagem.


(quem nunca quis uma jaqueta dessas????)

A trama eu acho que todos nós conhecemos de cor e salteado, inclusive a clássica cena da Torre do Relógio (que eu sei que todos nós prendemos a respiração da 1ª vez), e todas os detalhezinhos dos três filmes, acreditem, é muita história para contar, tente contar tudo para seu priminho de 6 anos que você entende o tamanho e a complexidade do roteiro. Viajens no tempo, se usadas corretamente, tornam o roteiro uma coisa maravilhosa e gostosa de se acompanhar e tentar entender cada canto obscuro do roteiro. E tudo isso misturado com um humor sutil que poucos se dão o luxo de fazer igual.



Agora, o aspecto que realmente me atrai é o mais nerd possível, como esse filme tratou tão abertamente do tema "Viagem no tempo", coisa que antes só era tratada com seriedade e ciência complexa (vide a obra-prima de Julio Verne, máquina do tempo), quebraram-se esses preconceitos e passamos a ver com mais frequencia esse tipo de ficção científica nas telonas.

Cada vez que se fala em viajens no tempo, o que me vem à cabeça é o DeLorean correndo a 88Mp/h, não tem outro pensamento que me venha tão "automaticamente". A questão que levantou-se mais tarde é que se á possível mudar o futuro indo para o passado, o tal do efeito borboleta, o 2º filme trata muito bem disso, Biff rouba de Marty um livro com todos os resultados dos jogos de futebol, começa a apostar e fica rico,quando Marty volta ao seu presente, a cidade mudou e Biff virou um poderoso que controla a cidade, o tema da predestinação e do livre-arbítrio fica em evidência.



Atualmente, o tema vem sendo explorado pela série Lost, que trata disso com uma seriedade que eu acho excessiva (mas não menos divertida ou complexa), pelo filme Donnie Darko, que eu acho genial e assisto sempre que posso...

Enfim, se você não assistiu De Volta para o Futuro, você não teve um início de adolescência feliz, agora é a hora de assistir.

Recomendo: Para quem gosta de ficção, comédia e de histórias complexas
Não recomendo: Para quem não gosta dos itens acima¬¬
Assista também: Donnie Darko, A Máquina do Tempo, Lost, Flash Foward.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Filme da Semana

Demorou, mas ele voltou, e o filme dessa semana!!!

Estrada para Perdição (2002)
Tom Hanks (O'Sullivan), Paul Newman (John Rooney), Jude Law (Harlen Maguire), Daniel Craig (Connor Rooney).

O segundo filme do diretor Sam Mendes (de Beleza Americana) é baseado numa história real, que aconteceu durante o período da grande Depressão de 29. Gângsters eram a nova lei, contrabandeando bebidas, comprando policiais, políticos, Deus e quem mais tivesse um preço.



É nesse cenário que aparece Michael O'Sullivan, um capanga dos Rooney (família "anexa" de Al Capone - no filme os nomes foram trocados) que foi criado pelo próprio John Rooney, que o acolheu como um filho quando O'Sullivan era apenas uma criança irlandesa num país desconhecido.

Michael é conhecido pelos inimigos de Rooney como "O Anjo da Morte", trabalha para o velho Looney, tem uma mulher e dois filhos. Tudo lindo até o dia em que o seu filho maior decide ver o trabalho do seu pai, se esconde no carro e o acompanha num "trabalho" sem seu pai saber (isso não aconteceu de verdade, mas estamos falando do filme aqui...), e assiste enquanto ele massacra algumas pessoas junto com o filho do outrora bom velhinho, o sanguinário Connor. Sua reação é percebida pelos matadores, então Connor e Michael discutem se devem ou não deixar o garoto sair impune, e concordam que ele não vai falar nada.



Connor não confia muito em Michael, ele mesmo decide ir até a casa dos O'Sullivan e acabar com essa história toda. Connor mata a sangue frio a mulher e o filho menor de Michael. Enfurecido, Michael vai atrás de vingança, e, ao mesmo tempo deve proteger seu filho maior, levá-lo para segurança e dar cabo de Connor.

Michael decide desafiar a máfia dos anos 30, o poder dos Looney e de Al Capone sozinho, sabe atingi-los onde machuca, e vai indo de cidade em cidade acabando com o poder dos mafiosos sem qualquer apoio, somente com uma criança o acompanhando. Durante isso, o velho Looney descobre que seu filho matou a família de seu melhor "empregado", então, decide apoiar as decisões de seu filho, mesmo que não queira ir atrás daquele que considerava seu filho.



Apoiado pelo ótimo roteiro, fatos verídicos, atuações maravilhosas (com destaque para Jude Law, o matador de aluguel), cenas de ação muito bem executadas, fotografia impecável (a recriação da chicago de 1930, o tiroteio na chuva), o diretor Sam Mendes (que ganhou um Oscar no seu 1º filme) consegue tornar o filme numa obra de arte, não só pela história do Anjo da Morte, mas como pelo detalhismo da época, os carros, o interior, e a cidade de Chicago, maravilhosamente cinzenta.



Além de mostrar a máfia como ela era na época, conta a história de um pai ausente que de repente se vê sozinho com o garoto, sem terem pra onde ir, o que fazer. A direção das cenas de Michael com seu filho mostra o lado sensível do matador, que não quer que seu filho o siga.

Resumo: Retrato fiel da relação de pai e filho e da máfia dos anos 30.
Recomendo: Para quem gosta do glamour dos anos 30, e de filmes de mafia, é claro
Não recomendo: para quem não gosta de filmes "parados"
Assista também: Os Intocáveis, Os Bons Companheiros, Inimigos públicos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Filme da Semana

Hoje eu vou fazer diferente.
Tudo que eu, o Henrique e a Niége escrevemos aqui é para quem lê. A satisfação de receber comentários é o que nos motiva a sempre escrever algo bom, inédito, revisar nosso texto, criticar, enfim, os comentários são o nosso reconhecimento por um trabalho bem feito.
Na boa, vocês são o combustível que move nosso blog, que ainda é pequeno, é de vocês: Juliana, que sempre pede o filme da semana; Julio, que compartilha opiniões com o Henrique; Jen, que adquiriu conhecimentos sobre o Rock'n Roll; Felipe, que curtiu o post de imagens do Henrique; Jotas, que gosta dos figurões de show de Rock; Vi Zanquini, que deve escrever trabalhos colegiais bem curtos, e qualquer outra Lorpa nojenta que lê e não comenta¬¬.
Depois de enrolar, chego ao que eu queria dizer:
eu me proponho aqui a tornar os próximos filmes da semana o que vocês pedirem, não importa quantos sejam, qualquer pedido feito via comentário aqui nesse post será atendido, podem ser filmes, especiais, reviews de cd's, qualquer coisa.
(eu ainda costumo manter minha palavra, pessoal)