sexta-feira, 15 de julho de 2011

RENASCIMENTO! VIDEOLOX

Bom galera que lia/lê nosso empoeirado blog... Aqui está uma nova seção do blog, o VIDELOX, onde, originalmente nós três (Eu, Fernando e Niége), comentaríamos sobre o assunto que vc, leitor, deixasse nos comentários... Sim, qualquer assunto... Ainda não os comuniquei que colocarei este antigo vídeo no blog, mas pode deixar que eu aviso (y)

Se eles não quiserem dar continuidade à isso, tenho uma idéia, para o vídeo não ficar tão maçante sabe... a minha idéia é que me embebedem, e aí sim eu comente sobre todos os comentários plausíveis...

video

Agora chamem todos os seus colegas para comentar... em 1 semana eu vejo se sai algo daqui e ja vejo se posto o vídeo...

terça-feira, 1 de março de 2011

Que filme assistir?

Olá

Época de Oscar. Milhões de cinemas recebem bilhões em público esperando ver as novas obras-primas da sétima arte. Agora eu penso em você, Homem Comum, sem tempo de ver todos os 327 novos filmes aclamados pelos jornais como os melhores no mercado.

Então, pensei num post curtinho pra ressucitar o blog: que filme escolher no meio de tanta coisa boa, tanta novidade aparentemente boa?



Primeira dica é: saiba o que você gosta.
Tantos filmes, e cada um tem um estilo. Saiba o seu estilo favorito, e se você não tiver exatamente um estilo em mente, lembre de filmes que você gosta, por exemplo: decidindo entre "O Discurso do Rei" e "Cisne Negro"? Se você prefereria suspenses psicológicos (como taxi driver), ou mesmo filmes mais visuais, ou alguns musicais, vá de Cisne Negro, se você prefere filmes que contam histórias reais, como Boa Noite e Boa Sorte, Sangue Negro, vá de Discurso.



Segunda dica: conheça diretores e atores.
Metade do carisma de um filme está na arte. Não é puxasaquismo se você for ver Cisne Negro só por que é um filme da Natalie Portman, ou Bravura indômita só por que você adora fargo, ou Onde os Fracos não têm vez, não tenha medo do que vão achar se você achar o filme uma droga e depois se justificar dizendo "pelo menos a direção foi boa". A arte é conduzida por essas duas figuras, e muito do gosto que fica depois do filme é culpa desses caras.



Terceira dica: não tenha medo, não confie na crítica.
Essa dica funciona de duas maneiras: 1 - Eu não recomendo que você vá ver "O Discurso do Rei" só por que um bando de cineastas disse que esse é o melhor filme do ano, críticos e cineastas costumam ter uma visão limitada, muitas vezes esquecendo coisas básicas; 2 - Não tenha medo de ir ver um filme que você queira ver por que todo mundo disse que o filme não presta, não deixe de ir ver Tron - O Legado, ou O Último Mestre do Ar por que meteram o pau no filme, não tenha medo de quebrar a cara.

Bem, espero ter ajudado algum indeciso. Lembrem-se, os filmes são feitos pra te divertirem.

domingo, 14 de novembro de 2010

A Nova Dupla Dinâmica - Parte III

Parte 3 - A Nova Dupla Dinâmica.


A NOVA DUPLA
Após Richard Greyson assumir o manto de seu mentor, Damien Wayne se tornar o Robin e Tim Drake virar o Robin Vermelho, temos um novo cenário em Gotham city, uma nova dupla dinâmica.
Bem, a dupla está em todas as histórias de Gotham, mas a principal história é escrita pelo homem responsável pela morte do Batman original: o escocês Grant Morrison.


Batman & Robin



Atualmente no nº16, a revista explora o novo dinamismo, afinal, cada personagem é muito diferente de qualquer time já formado em Gotham city. Temos Greyson muito inseguro, querendo preencher o vão deixado pelo mestre, se preocupando, errando, demonstrando suas inseguranças a cada momento: "Odeio essa capa, Alfred! É como andar de trapézio vestindo a lona do circo", algo nunca mostrado no Batman original, que era sempre tão seguro de si.



Já Damien traz uma veia cômica, suas constantes insubordinações, muitas vezes se colocando em situações de perigo desnecessário, provocando vilões, sempre sendo em algum momento repreendido pelo novo Batman.

Após o caos gerado pela falta do protetor da cidade, Gotham desceu numa espiral de crime e violência. O Arkham foi detonado e os prisioneiros mais perigosos fugiram, as gangues do Pinguim e do Duas Caras pintam as ruas de vermelho, o vilão Zsaz, sob a batuta do Máscara Negra (o cara que libertou todos do Arkham) continua seu ciclo de violência cada vez mais doentia.



O Robin Vermelho
Após a suposta morte de Bruce, Tim Drake (o Robin da época) não aceita que Bruce Wayne está morto, criando divergências entre os herdeiros do morcego. Após brigar com todos os bat-tipos, que o chamam de teimoso e sem qualquer fundamento, Tim resolve procurar sozinho pelo seu mentor sob o manto do Robin Vermelho, viajando pelo mundo buscando provas de que o Batman original não morreu.

A Vida na Cidade
Para manter a identidade secreta do Batman protegida, os heróis obrigam o antigo vilão Silêncio (que era amigo de infência de Bruce) que fez cirurgias para parecer exatamente como Bruce Wayne, a aparecer em público como o playboy, em troca, ele poderia usufruir de todo o seu império. O primeiro ato dele é começar a doar todo o dinheiro das companhias Wayne, detonando a fortuna de Bruce.



Batwoman, nos arcos escritos por Greg Rucka e desenhados por JH Williams III (ganhou um Eisner pela arte, merecido), a Batwoman até então desconhecida (sua primeira aparição é na saga 52) ainda busca a Bíblia do Crime, numa das histórias mais elogiadas dessa época pós-batman. (Altamente recomendado pelo autor).


Assim termina a trilogia de posts.
Lá fora, o Batman ressucitou, mas não quero dar spoilers pra quem quiser ler através da cronologia nacional.
Cheers, Fuckfaces

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Livro da Semana: O Fantasma da Ópera


Na obra original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, que é assombrado por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes.
Entra então na história a jovem e inexperiente artista Christine Daaé. Tolinha que é, acredita ser guiada pelo “Anjo da Música”, supostamente enviado pelo seu pai, após sua morte.
O “Anjo da Música” é na verdade Erik, o Fantasma da Ópera, que ajuda Christine, treinando-a. Daaé passa a substituir Carlotta, a arrogante Diva da Ópera, e ganha destaque, conquistando toda a audiência, incluindo seu amor de infância e patrocinador da Ópera, o Visconde Raoul de Chagny.
Erik, não gosta da relação entre Christine e Raoul e a leva ao seu "mundo" subterrâneo que Christine considera um lugar frio e sombrio, onde ela percebe que o seu "Anjo da Música" é na verdade o Fantasma que aterroriza a ópera.
Christine descobre também que o Fantasma, é na verdade humano e fisicamente deformado na face, razão pela qual usa uma máscara para esconder a sua deformidade. Vendo a verdadeira imagem de Erik, ela entra em choque, e enfrenta uma luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio da personagem do Fantasma.


De todos os livros que eu li esse ano, esse foi, sem dúvida um dos piores. Conhecendo o musical e o filme, eu esperava um clássico totalmente incomparável e inenarrável, me decepcionei um tanto, devo dizer.

O livro é confuso e difícil de ler. Não por questão linguagem, de ser ou não linear, na real ele é chato de acompanhar e não difícil. É extremamente cansativo e quando começa a ficar interessante, quando a história parece que vai dar aquela guinada... BANG, ela morre, simples assim.

O final tem um pouco mais de ação, fica mais interessante. Eu gostei dos últimos capítulos, só não sei dizer se é porque foi bem escrito ou se é porque eu estava, finalmente, acabando o livro!

Então pra resumir: Eu achei brochante! Eu vou ler de novo, daqui a uns 10 anos, pra ver se eu mudo de ideia.

Recomendo: Pra quem tem paciência e quer saber da onde saiu o musical!
Não recomendo: Pra quem não tem paciência, não gosta de enrolação.




Cinema, Teatro e Musical



O fantasma da ópera tem inúmeras versões no cinema e no teatro, todas com sucesso estrondoso entre o publico.
A primeira versão de O fantasma da ópera' para o cinema foi em um filme mudo e em preto-e-branco, em 1925, com Lon Chaney no papel do Fantasma.
Seguiram-se outras versões igualmente populares, nas décadas de 40, 60 e 70, incluindo a versão rock-musical, dirigida por Brian De Palma, intitulada de “O Fantasma do paraíso.” Já no teatro, há o célebre musical da Broadway escrito por Andrew Lloyd Webber, considerada a maior atração teatral de todos os tempos.


Em 2004, foi novamente encenado para o cinema, dirigido pelo renomado diretor Joel Schumacher, com Gerard Butler na pele do fantasma, Emmy Rossum como Christine. Esta última versão foi indicada em três categorias do Oscar.


Essa versão de 2004 eu acho extremamente linda e genial. É um ótimo filme, um dos meus musicais preferidos. Obvio que você não pode esperar muito da parte musical, mas Gerard Butler e Emmy Rossum interpretaram muito bem os papéis de Erik e Christine.

E pra acabar (finalmente!), vou deixar aqui os links de dois vídeos de regravações do musical, que na minha opinião, ficaram até melhores que o original.

"The Phantom of the Opera" - Nightwish e "Music of the Night" - David Cook

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Nova Dupla Dinâmica - parte II

Parte 2 - Eulogia



A MORTE DO MORCEGO
Bem, o Batman morreu.
Após a morte do morcego, Gotham City entrou em caos. Sem o grande símbolo da Justiça na cidade, a criminalidade corre solta. Além disso, os principais heróis remanescentes lutam para conseguirem lidar com o manto do mentor de muitos deles. Dick Greyson, Damien Wayne, Tim Drake, Barbara Gordon, todas essas pessoas se afetam diretamente pela morte do morcego.
Nesse post não vou comentar um arco específico, mas o período que passou Gotham City e aqueles que tem o dever de protegê-la.
Mas antes disso, dou uma pausa e falo do especial que Niel Gaiman escreveu sobre a morte do Batman:



O QUE ACONTECEU COM O CAVALEIRO DAS TREVAS?
A série escrita em 2 volumes por Niel Gaiman não é uma história séria. É o funeral do Batman. temos aqui presentes o Coringa, o Pinguim, Duas Caras, Mulher-Gato, Alfred, enfim, todos que participaram da trajetória do Morcego até aqui.
A história, que fecha todo o arco de traumas psicológicos severos e a morte de Wayne, é uma grande homenagem feita pelo escritor inglês, à todas as épocas de histórias, todos os personagens e, acima de tudo, aos fãs que acompanharam as histórias do homem vestido de morcego.
Bem, a história merece ser lida e comentá-la só diminuirá sua importância.



CAOS
Após os eventos da Crise Final, o mundo estava em ruínas. A vida criminosa de Gotham decidiu se aproveitar disso, Duas Caras e Pinguim se aproveitam e extendem seus braços sobre o que sobrou do lugar, lutas de gangues, tiroteios, o crime anda solto em Gotham.
A cidade perdeu seu maior símbolo, uma das principais imagens disso é o comissário Gordon no telhado, com o sinal ligado, que diz "acho que ele não vem", como se caísse em desespero, mostrando a falta que um homem vestido de morcego faz nessa cidade.



PUPILOS
Richard Greyson tem que deixar Nova York e voltar para sua cidade natal, para ajudar no combate ao crime. Barbara Gordon tem que juntar os poucos que se propoem a combater crime. Tim Drake cumpre seu papel de Robin.
Essas são as principais linhas que levam esses personagens através desse período difícil. Dick tem que lutar com a expectativa de todos de que ele assuma o manto do Batman (em Batalha pelo Manto e Eulogia para o herói), Barbara mantém a tênue linha entre o heroísmo e a loucura entre os defensores da cidade (em A Rede) e Tim se recusa a aceitar a morte de Bruce (em Red Robin).
Além disso, alguns personagens ganham mais destaque, como a Batwoman (que vinha ganhando importância des de os arcos de A Bíblia do Crime), Batgirl, os Renegados, entre outros.



BATALHA PELO MANTO
Após o surgimento de um novo vigilante que se diz ser o novo Batman, ao mesmo tempo em que um louco libera um ônibus de criminosos do Asilo Arkham (que puta novidade ¬¬), é a hora da decisão, é a hora de alguém assumir o manto.
É aqui que começa o conflito entre os principais heróis: Dick não sente que tem a responsabilidade, Tim não quer um novo Batman, Alfred diz que ele é necessário, Damien diz que ele deve matar gente.
Após os eventos do arco Batalha pelo Manto, Richard Greyson assume o manto do Batman, e toma como seu Robin o indisciplinado Damien Wayne. Surge assim a nova dupla dinâmica.

Bem, no próximo post eu termino essa história toda de "Nova Dupla Dinâmica", sabe-se lá quando...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Nova Dupla Dinâmica - parte I

Olá
Decidi escrever sobre a ótima fase pela qual vem passando o Batman atualmente, vou tentar fazê-lo em 3 partes (A morte do Batmam - Eulogia - A Nova Dupla Dinâmica), então, boa leitura.


A MORTE DO BATMAN

(contém spoilers, é claro)



A Estrada
Em 2006 o escocês Grant Morrison foi incumbido da tarefa de escrever a revista do Batman, a DC havia colocado seu personagem mais rentável na mão de um dos escritores mais polêmicos da atualidade, que na mesma época escrevia a maxi-série "52" junto com Mark Waid, Greg Rucka e Geoff Johns. Logo de início, temos o arco "Batman e filho", onde o autor trouxe de volta um personagem apagado da cronologia do morcego, o seu filho de 10 anos, Damian Wayne, que mudaria todo o rumo do personagem. Durante sua passagem pela revista, Morrison fez questão de que o personagem passasse por provações inumanas, coisas que o afetariam profundamente , como a ressureição de Ra's Al Ghul (o único vilão que conheçe a identidade do Batman, e avô de Damian Wayne), a morte de Joe Chill, resumidamente, uma grande preparação à derradeira história do Batman: Batman RIP, de 2008.
Em Batman RIP Morrison mostra um Batman cansado, física e mentalmente. A forma de contar essa história é extremamente teatral, como se o autor fosse o mestre de cerimônias do último ato do herói. Ele o coloca contra o maior inimigo do homem-morcego, o psicólogo William Hurt, que plantou uma semente na mente de Wayne anos atrás, num momento de fraqueza, algo que destruiria a mente do cruzado negro, uma palavra-gatilho que, se lida ou ouvida, levaria o morcego à ruína mental, o Zur-en-arrh.



"O Batman se prepara para tudo"
Após vagar as ruas de Gotham como um mendigo, percebemos como o Batman é grandioso. Mesmo inconscientemente, o Batman já tinha se preparado para um ataque à sua mente, ele criou uma personalidade nova, o Batman de Zur-en-Arrh.


(mais louco que o Batman, só o Batman)

O responsável por tudo isso é o Luva Negra (um clube de ricaços de William Hurt), que orquestrou essa vingança para que pudesse matar o Batman e tudo que ele representa, levando a cidade de Gotham ao caos, à morte de seu mais precioso símbolo. Durante o confronto com William, após fugir de uma camisa de força, dentro de um caixão a sete palmos de terra ("... tudo isso é fácil, agora, fugir de 30 quilos de terra, que entra em seus pulmões e não te deixam respirar é mais difícil. Mas longe de impossível"), após perseguir o Dr. Hurt, ele revela que no passado usou a identidade de Thomas Wayne, o Luva Negra é o PAI DE BRUCE WAYNE. Após isso, os dois sofrem uma queda de helicóptero e o Homem-Morcego nunca mais é visto em Gotham City.



Sanção Ômega
Após os eventos de Batman RIP, o Batman atende a uma crise multi-universal junto à Liga da Justiça, a Crise Final (série também escrita por Grant Morrison), que também saiu em 2008. Lá pelo volume 2, Batman é capturado pelos seguidores de Darkseid (posso falar dessa crise mais tarde), que tentam fazer supersoldados baseados na constituição mental do Batman, mesmo drogado e preso, o Batman trava uma batalha dentro de sua mente e consegue escapar, encontrando o próprio Darkseid (a encarnação de todo o Mal, o Diabo pra quem não conhece hehe) e, num dos momentos mais épicos das últimas décadas, o Cavaleiro das Trevas ATIRA em Darkseid, com a bala que o próprio usou para matar um Deus no começo da série e, ao mesmo tempo, é atingido pela sanção ômega, que transporta a alma da vítima a outras realidades de tormento, matando o Batman nessa realidade.



E assim termina a parte I. Semana que vem eu falo sobre o que aconteceu com o mundo na ausência de um Batman.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Filmes - A Origem

Inception (2010)
Direção de Cristopher Nolan.
Leo DiCaprio (Cobb), Joseph Gordon-Levitt (Arthur), Ellen Paige (Adriadne), Tom Hardy (Eames), Michael Kaine (Miles).



Qual é o parasita mais resistente que existe? Uma idéia.
É assim que se inicia um dos filmes mais inventivos já feitos, escrito e dirigido por Cristophen Nolan (de O Cavaleiro das Trevas), A Origem é certamente um dos melhores filmes da década, seja pelo seu brilhantismo visual ou a trama cheia de novos conceitos (ora muito complexos, ora bem simples), o filme não decepciona o hype criado em nenhum momento.



Don Cobb é um ladrão. Ele é um tipo muito exclusivo de criminoso, ele consegue entrar no sonho das pessoas, acessando seu subconsciente e assim, descobrindo segredos valiosos que tal pessoa esconderia, segredos pelos quais outras pessoas pagam uma quantia obscena de dinheiro. Junto com um time de especialistas do sono, o objetivo é criar um estado de sono compartilhado onde o time de Cobb pode assaltar a mente da vítima. A Cobb é dada a oportunidade de limpar seu nome da acusação de assassinato de sua mulher se ele conseguir fazer o contrário, colocar uma idéia na mente de alguém. Descrever a trama do filme, que é complicada por demais, é tirar um pouco da sua mágica, desvendar o roteiro e sua riqueza de novos conceitos sobre sonhos, subconsciente, e tudo mais. O menos que quem for assistir souber, melhor é a experiência do filme.



Sobre as atuações, Leo DiCaprio está mais uma vez impecável (não tanto como em "A Ilha do Medo" na minha opinião) e não parece querer carregar todo o cast nas costas como faz muitas vezes. Um dos destaques é Joseph Gordon-Levitt ("Estiloso" comentário do Henrique) que se mostra um ator eficiente e que definitivamente ainda tem muito a apresentar à indústria do cinema (pra quem não sabe, ele está sendo cotado para fazer o Charada no próximo Batman), apoiado pela ótima Ellen Paige (que cresceu bem debaixo dos olhos do cinema), os veteranos Tom Hardy, Ken Watanabe e Michael Kaine também atuam com charme, fechando o ótimo elenco de apoio.



Um dos principais atrativos, além da trama são os efeitos visuais. Com Inception, Nolan criou um mundo onde o limite é a vontade de quem sonha, um lugar onde é possível dobrar uma cidade sobre si mesma, andar numa escada infinita (como nos desenhos de MC Escher), brigar em gravidade 0. A riqueza gráfica do filme supera muitos dos filmes já feitos. Sugiro achar uma sala Imax para ver o filme (como eu não fiz ¬¬ ). Os cenários são de tirar o fôlego, e prendem a atenção a cada momento (especialmente nas cenas da Van e do Hotel).



Num mundo de reboots, remakes, franquias de filmes que mais parecem seriados, A Origem é um filme original, que prenderá a sua atenção até que os créditos apareçam e com certeza precisa ser assistido mais de uma vez para que se entenda as várias camadas do roteiro, ou para que se pegue cada detalhe da obra visual apresentada. Enfim, uma luz de esperança numa arte onde ser original se torna cada vez mais difícil.

Recomendo: Pra quem gosta de suspense e tramas complexas.
Não recomendo: Pra quem quer ver ação sem qualquer cérebro no cinema.

TRAILER